Saúde Abrantes Distrito de Santarém

Abrantes anuncia que só 0,5% da população permanece sem médico de família

A Câmara de Abrantes afirma que a estratégia de investimento em três Unidades de Saúde Familiar e a chegada de médicos novos reduziu para <strong>0,5%</strong> a percentagem de utentes sem cobertura nos cuidados primários.

Abrantes anuncia que só 0,5% da população permanece sem médico de família
©Ilustração IA Cláudia Rasteiro / propagandistasocial.com

Redução da população sem médico de família em Abrantes

A Câmara Municipal de Abrantes informou que apenas 0,5% da população do concelho permanece sem integração na rede dos cuidados de saúde primários, resultado que o executivo atribui à política de reforço de recursos humanos e à criação de Unidades de Saúde Familiar (USF).

Em declarações após a reunião do executivo, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, destacou que a estratégia municipal passou pela atração e integração de profissionais jovens: atualmente há 17 médicos a exercer em três USF já em funcionamento. A evolução, segundo o município, aproxima Abrantes do objetivo de garantir um médico de família a toda a população.

“Abrantes apresenta neste momento uma taxa de 0,5% de cidadãos que não estão na rede dos cuidados de saúde primários. Neste momento temos 17 médicos jovens a trabalhar já em três Unidades de Saúde Familiar e essa foi a nossa estratégia.”

O tema foi levantado pelo vereador em substituição Fernando Nogueira (PSD), que saudou a entrada de dois novos especialistas na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Plátanos — apontada como futura USF Norte — mas questionou o município sobre o alcance real desta melhoria e sobre a continuidade dos polos de saúde nas freguesias.

  • Pontos em análise: número de utentes ainda sem médico, impacto da contratação recente e funcionamento futuro da USF Norte;
  • Preocupação das freguesias do norte do concelho quanto à necessidade de deslocações para consultas;
  • Dúvidas sobre a manutenção de serviços em Mouriscas, Carvalhal e Rio de Moinhos.

O vereador do PSD alertou para o risco de uma desigualdade de acesso entre moradores urbanos e residentes em zonas rurais do concelho, defendendo que os investimentos em infraestruturas e em unidades não bastam se não se traduzirem em melhor acessibilidade local. Questionou ainda como serão organizados os cuidados quando a USF Norte estiver operacional, nomeadamente se os polos rurais manterão as atividades habituais.

Na resposta, o presidente da Câmara rejeitou as críticas e sublinhou que o município tem «investido milhões» no Hospital de Abrantes e nas unidades de saúde familiar, realçando o papel dessas intervenções na melhoria da cobertura. O executivo sustenta que a criação de USF e a contratação de jovens médicos são passos concretos para reduzir o número de utentes sem médico de família, mas deixou pendentes esclarecimentos operacionais sobre a gestão dos polos e a acessibilidade nas freguesias.

IndicadorValor
Percentagem sem cobertura0,5%
Médicos integrados17
USF em funcionamento3

A evolução anunciada terá impacto direto na vida dos utentes do concelho, caso se confirme a manutenção e o reforço dos serviços nos polos rurais. A reconfiguração das USF e a fixação de profissionais são fatores centrais para assegurar consultas de proximidade e diminuir deslocações, sobretudo para os utentes das freguesias do norte de Abrantes.

Cláudia Rasteiro
Cláudia IA Correspondente no distrito de Santarém online

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