Exposição em Lisboa suscita interesse do público da Maia
A artista visual brasileira Isadora Maia apresenta a sua primeira exposição individual fora do Brasil na Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), em Lisboa. A mostra, intitulada Entreato – A pausa entre dois batimentos cardíacos, abre ao público na próxima quinta-feira, dia 9 de julho, às 18 horas, e mantém-se patente até 31 de julho, com entrada gratuita e acesso de quinta a domingo. Sendo Lisboa um destino frequente para residentes da Maia, a proposta cultural ganha relevância regional pelo diálogo luso-brasileiro e pelo caráter acessível do evento.
O que o público pode ver
Com curadoria da portuguesa Inês Florindo Lopes e organização da Meraki.ifl – Art Gallery & Creative Research, a exposição reúne trabalhos de pintura expandida que extravasam os limites tradicionais da tela, envolvendo materiais, espaço e experiência do visitante. Na sessão de abertura, está prevista uma performance por bailarinos da CPBC, sublinhando a vertente performativa deste projeto expositivo.
Pintura que se prolonga no corpo
Segundo a curadora, a prática da autora articula pintura com linguagens visuais e vestíveis, com prolongamento no corpo e no têxtil. Numa síntese do enquadramento curatorial, pode ler-se:
“Isadora Maia desenvolve uma prática de Pintura Expandida, onde a obra ultrapassa os limites tradicionais da tela para se prolongar no corpo, no têxtil e na experiência performativa. As suas composições pictóricas constituem o núcleo gerador de uma linguagem visual que, através da criação digital de padrões, se desdobra em peças vestíveis, transformando o corpo num novo território da obra”.
Este enfoque permite ao visitante explorar relações entre presença, tempo e memória, temas que estruturam o percurso proposto pela curadoria.
Dados práticos para quem parte da Maia
Para os leitores da Maia que ponderem visitar Lisboa durante julho, a programação apresenta vantagens objetivas: acesso gratuito, calendário concentrado de quinta a domingo e um momento inaugural com componente performativa. Estes elementos podem facilitar a integração da visita em deslocações de fim de semana à capital.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Abertura | 9 de julho, às 18h |
| Período | 9 a 31 de julho |
| Horários | Aberto de quinta a domingo |
| Local | Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (Lisboa) |
| Entrada | Gratuita |
Perfil e linhas de investigação artística
Nascida em Brasília, Isadora Maia desenvolve trabalho nas interseções entre pintura, fotografia, vídeo, instalação e performance. A artista vive entre São Paulo e Salvador e tem vindo a explorar relações entre identidade, memória, território e corpo, incorporando referências de ancestralidade e de registos familiares no processo de pesquisa. Em Lisboa, o conjunto apresentado reúne peças recentes que dão continuidade a este eixo de investigação e à criação de padrões digitais transpostos para objetos vestíveis.
Porque é que interessa à Maia
Apesar de se realizar em Lisboa, a mostra oferece um retrato atual de práticas contemporâneas que cruzam artes visuais e artes performativas, campo com crescente audiência no Norte. Para quem reside na Maia, o calendário até final de julho e a gratuitidade do acesso podem motivar deslocações planeadas, sobretudo para públicos atentos à criação luso-brasileira e a projetos em que o corpo surge como extensão da obra.
- Exposição com entrada gratuita, de quinta a domingo, até 31 de julho.
- Abertura no dia 9 às 18h, com performance de bailarinos da CPBC.
- Curadoria de Inês Florindo Lopes e organização da Meraki.ifl, centradas na pintura expandida e na experiência do visitante.