A Polícia Judiciária, pela Diretoria do Sul, procedeu à detenção em Albufeira de uma mulher de 39 anos e de um homem de 57 anos, ambos estrangeiros, acusados de crimes de abuso sexual de menor dependente e de coação sexual agravada. A vítima, agora com 18 anos, terá sido visada por episódios que começaram quando tinha 15 anos.
Resumo dos factos apurados
Segundo a investigação, a jovem foi obrigada a participar em actos sexuais com a mãe e o amante durante encontros esporádicos entre os dois adultos. Em vários desses momentos, os suspeitos terão captado imagens com um telemóvel. A denúncia foi apresentada pela própria vítima numa esquadra da Guarda Nacional Republicana (GNR), que alertou de imediato a PJ, dando origem às detenções e ao inquérito conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Albufeira.
- Suspeitos: mulher, 39 anos; homem, 57 anos (ambos estrangeiros).
- Vítima: filha da arguida, atualmente com 18 anos; abusos alegadamente iniciados aos 15 anos.
- Crimes imputados: abuso sexual de menor dependente; coação sexual agravada.
As diligências de recolha probatória realizadas pela PJ permitiram reunir elementos que, segundo a polícia, são considerados sólidos para fundamentar a acusação. Em paralelo, e face à situação de fragilidade emocional da jovem, foram activados os mecanismos institucionais de suporte psicológico e social para acompanhar a vítima.
“A vítima viveu em constante angústia e coagida ao silêncio”
O caso expõe um cenário de coacção prolongada no seio familiar e levanta questões sobre a deteção precoce de sinais de abuso em contextos domésticos. Os dois detidos irão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coacção consideradas adequadas pelas autoridades judiciais.
| Elemento | Dados |
|---|---|
| Idade da vítima (actual) | 18 anos |
| Idade da vítima no início dos factos | 15 anos |
| Idades dos arguidos | 39 e 57 anos |
| Entidade instrutora | DIAP de Albufeira |
Para os residentes de Albufeira, o episódio é um sinal de alerta sobre a necessidade de vigilância comunitária e de canais acessíveis para a denúncia de abusos. A intervenção rápida das autoridades — da GNR à PJ e ao DIAP local — mostra a articulação entre forças de segurança e sistema judicial quando surgem denúncias desta gravidade. Mantém-se, no entanto, a obrigação de preservação do segredo de justiça enquanto decorre o inquérito.
As investigações prosseguem com vista à produção de prova adicional e ao apuramento rigoroso dos factos. Quando requeridos, os meios de apoio social e psicológico continuam disponíveis para a vítima e para eventuais testemunhas afetadas, conforme os protocolos institucionais ativados no âmbito deste processo.