Festival concentra propostas musicais e de dança em pontos históricos e públicos
O 34.º Festival de Música de Alcobaça culmina no dia 11 de julho com um programa Non Stop que ocupará sete palcos espalhados pelo Mosteiro e por locais públicos da cidade. A jornada promete sobrepor formatos — da música de câmara ao concerto sinfónico, passando pela dança e por criação contemporânea — e visa atrair públicos diversos para o centro histórico e espaços de fruição coletiva.
O cartaz do dia inclui recitais em espaços intimistas, intervenções no exterior e um concerto sinfónico de grande escala. Entre as propostas anunciadas estão o recital de clarinete de Horácio Ferreira na Capela do Desterro, a atuação do Quarteto Sfera com obras de Luís de Freitas Branco e Puccini, e o espetáculo sinfónico da Orquestra Filarmónica Portuguesa que apresenta O Pássaro de Fogo, de Stravinsky.
- Recital de clarinete por Horácio Ferreira — Capela do Desterro (Mosteiro)
- Quarteto Sfera — programa com Freitas Branco e Puccini
- Duques do Precariado — apresentação no Bosque
- Academia de Dança de Alcobaça — espetáculo "Tudo o que o Tempo Guarda" no Jardim do Amor
- Dancing Fountains: Memórias de Alcobaça — Fonte da Praça Dom Afonso Henriques
- Concerto sinfónico: Orquestra Filarmónica Portuguesa — "O Pássaro de Fogo"
- Now Swim: Miguel Moreira (guitarra) e Filipa Santos (saxofone) — Armazém das Artes
Além do dia Non Stop, a programação do festival inclui outras datas relevantes para os habitantes. No dia 10 de julho reabre a Sacristia do Mosteiro para um concerto de música de câmara com o Duo Scherzo e o violoncelista ucraniano Maxim Doujak, que interpretarão obras de Mélanie Bonis, Louise Farrenc e Carl Maria von Weber. No dia 16 de julho está marcado um tributo a Luís de Freitas Branco, com o concerto de Eva Braga Simões e Davide Amaral na Adega dos Balseiros do Museu do Vinho de Alcobaça, onde canções do compositor serão revistas numa abordagem contemporânea que transfere para a guitarra elétrica papéis originalmente reservados ao piano.
| Data | Espaço | Destaque |
|---|---|---|
| 10 de julho | Sacristia do Mosteiro | Trio/concerto de música de câmara — Duo Scherzo + Maxim Doujak |
| 11 de julho | Vários (7 palcos) | Dia Non Stop: recitais, dança e concerto sinfónico |
| 16 de julho | Adega dos Balseiros, Museu do Vinho | Tributo a Luís de Freitas Branco — Eva Braga Simões e Davide Amaral |
Para os moradores de Alcobaça, o festival altera a ocupação dos principais espaços culturais e turísticos — Mosteiro, Jardim do Amor, Praça Dom Afonso Henriques, o Bosque e o Armazém das Artes — durante o segundo fim de semana de julho. A sobreposição de eventos em locais de visita habitual pode condicionar acessos e estacionamento, ao mesmo tempo que aumenta a oferta cultural disponível sem necessidade de deslocações para outras cidades.
O formato Non Stop privilegia a circulação do público entre palcos próximos e a descoberta de recantos menos utilizados do património local, como a Capela do Desterro e a Sacristia Manuelina. A presença de propostas que cruzam património e criação contemporânea — nomeadamente o projeto Dancing Fountains: Memórias de Alcobaça — sublinha a aposta do festival em ligar memória coletiva e programação artística atual.