Investimento público soma mais de 3,2 milhões de euros para modernizar ensino profissional
A Escola de Tecnologia e Gestão (ETG), da Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC), inaugurou esta semana dois novos Centros Tecnológicos Especializados nas áreas Industrial e Informática, num projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que implicou um investimento superior a 3,2 milhões de euros. A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, do presidente da EMEC, Jorge Cruz, e da vice‑presidente da CCDR‑N para a área da Educação, Maria José Fernandes.
As novas infraestruturas visam atualizar os espaços de ensino e dotar a ETG de equipamentos compatíveis com as exigências do mercado de trabalho nas áreas tecnológicas. Segundo a EMEC, os centros pretendem proporcionar ambientes de aprendizagem mais práticos e promover uma aproximação maior entre a escola profissional e as empresas locais.
As valências agora disponíveis abrangem um conjunto de competências consideradas estratégicas para a transição digital e industrial:
- Programação e desenvolvimento de software;
- Redes informáticas e cibersegurança;
- Inteligência artificial, automação e robótica;
- Metodologias de ensino prático alinhadas com a indústria 4.0.
O presidente da EMEC, Jorge Cruz, sintetizou o significado do investimento durante a inauguração:
“Hoje inauguramos equipamentos, mas, acima de tudo, inauguramos oportunidades, conhecimento e futuro”.
Em termos práticos, a intervenção permitiu a modernização de espaços e a aquisição de tecnologia de última geração, aspetos que, segundo a EMEC, aumentam a qualidade do ensino profissional e a sua atratividade face aos jovens do concelho e da região. Para as empresas locais, a existência de formação especializada e alinhada com necessidades concretas pode traduzir‑se em maior disponibilidade de mão de obra qualificada.
Do ponto de vista municipal, o projeto reflete a estratégia de posicionar Barcelos como um polo de referência nas áreas da educação técnica e da inovação. O investimento público financiado pelo PRR surge no contexto de políticas de coesão que procuram reduzir o défice de qualificações face à digitalização da economia.
Impactos esperados e próximos passos:
| Elementos | Consequências locais |
|---|---|
| Formação prática | Melhor preparação dos jovens para o mercado de trabalho |
| Áreas tecnológicas | Aumento da oferta em cibersegurança, IA, robótica e redes |
| Relação com empresas | Maior articulação entre escolas e indústria local |
Para os munícipes, estas novas infraestruturas significam maior possibilidade de acesso a cursos técnicos qualificados sem necessidade de deslocações longas, e para as famílias traduz‑se numa oferta educativa mais diversificada. A médio prazo, a expectativa é que a qualificação dos formandos contribua para dinamizar o tecido económico local e responder a necessidades específicas do mercado laboral regional.
Barcelos reforça, assim, a aposta na qualificação técnica e tecnológica, procurando consolidar um ecossistema onde a educação profissional e a inovação tecnológica sejam vetores de desenvolvimento local.