Os dados divulgados pela Associação Empresarial de Braga (AEB) e comentados pela autarquia local reforçam a tendência de crescimento turístico em Braga: a cidade registou uma taxa média de ocupação hoteleira de 75% em Julho e projeta uma taxa de 90% para Agosto, com a perspetiva de atingir um total histórico de 90 000 dormidas naquele mês.
Uma cidade que deixa de ser apenas trânsito
O presidente da Câmara Municipal de Braga sublinha que a cidade deixou «definitivamente de ser um ponto de passagem para se afirmar como um destino apetecível». Para além das estatísticas de ocupação, a autarquia aponta para um crescimento expressivo de turistas estrangeiros em 2025 — 160% face ao período anterior — o que contribui para consolidar Braga no mapa turístico nacional.
“Braga deixou, definitivamente, de ser um ponto de passagem para se afirmar como um destino apetecível que merece mais do que um dia para visitar e usufruir.”
O aumento de turistas, incluindo visitantes espanhóis, americanos, brasileiros e franceses, está a traduzir‑se em efeitos palpáveis no comércio local, na restauração e na hotelaria, setores que dependem fortemente da sazonalidade turística e do poder de compra dos visitantes.
- Taxas de ocupação: 75% em Julho; projeção de 90% em Agosto.
- Dormidas previstas: projeção de 90 000 dormidas em Agosto.
- Crescimento de turismo estrangeiro: +160% em 2025.
Estes números colocam desafios e oportunidades para o território. O aumento da procura exige respostas em termos de capacidade hoteleira, oferta cultural e serviços urbanos. A autarquia realça que a cidade aumentou a sua capacidade hoteleira e, ainda assim, continua a registar recordes sucessivos, o que sugere tanto um crescimento da procura como uma atratividade reforçada do produto turístico local.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Taxa de ocupação (Julho) | 75% |
| Taxa de ocupação (Projeção Agosto) | 90% |
| Dormidas previstas (Agosto) | 90 000 |
| Crescimento turistas estrangeiros (2025) | 160% |
Para os residentes e empresários do concelho, a tendência mantém efeitos concretos: maior procura nos estabelecimentos de restauração e comércio, pressão sobre preços e reservas, e a necessidade de gestão diferenciada dos fluxos turísticos para preservar a qualidade de vida local. Ao mesmo tempo, um turismo mais prolongado — visitantes que ficam mais do que um dia — pode incentivar itinerários culturais e patrimoniais mais aprofundados e rendimento local mais distribuído.
As autoridades locais e a AEB terão de continuar a monitorizar estas tendências e a adaptar políticas de promoção, planeamento urbano e oferta de serviços, para que o crescimento turístico se traduza em benefícios sustentáveis para a economia e a comunidade de Braga.