Apelo comunitário por uma criança da Póvoa de Varzim
Uma bebé poveira de 8 meses, identificada nas redes sociais como Áurea, enfrenta um tratamento exigente desde os 3 meses, altura em que foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda. A família lançou uma campanha pública, através da página "Todos Pela Áurea – Ajudem a nossa pequena Guerreira", apelando ao registo como dador de medula óssea para acelerar a possibilidade de um transplante.
Na publicação que assinalou o oitavo mês de vida da criança, a família agradece o apoio recebido e sublinha a necessidade de manter a mobilização: "
O caminho tem sido longo e desafiante, mas a Áurea continua a ensinar-nos, todos os dias, o verdadeiro significado de coragem, força e resiliência". A mensagem sublinha ainda a importância do carinho e da oração de quem acompanha a jornada da bebé: "
Obrigado a todos os que nos acompanham, rezam por ela, enviam mensagens e nos dão força nos dias mais difíceis. O vosso carinho faz toda a diferença".
Como e quem pode ajudar
O apelo da família remete para o Instituto Português do Sangue e da Transfusão como entidade responsável pelo registo de dadores. Os requisitos divulgados para inscrição são claros e destinam-se a delinear o perfil de potenciais dadores:
- Ter entre 18 e 35 anos;
- Ser saudável;
- Nunca ter recebido transfusões de sangue;
- Ter residência em Portugal.
| Passo | O que é necessário |
|---|---|
| Registo | Inscrever-se no Instituto Português do Sangue e da Transfusão |
| Colheita | Deslocar-se a um centro de colheita para testes de compatibilidade |
Para a população da Póvoa de Varzim, o apelo traduz-se num convite concreto à participação: jovens elegíveis podem inscrever-se e, se compatíveis, aumentar substancialmente as hipóteses de cura da criança. A mobilização local pode também passar por partilha da campanha nas redes sociais e por iniciativas de angariação de novos registos em colaboração com instituições locais.
O desfecho clínico dependerá da compatibilidade existente entre dador e recetor, bem como da rapidez com que for encontrado um dador adequado. Para já, a família mantém a comunicação pública sobre a evolução da bebé e continua a agradecer o apoio recebido da comunidade.
As autoridades de saúde e as organizações de recolha de dadores mantêm canais oficiais para esclarecimento de dúvidas sobre o processo. Qualquer interesse em ajudar deve começar pelo registo formal junto das entidades competentes.