Dados mostram estabilidade regional com tendência diferente por distrito
O distrito de Beja registou 541 recém-nascidos submetidos ao Programa Nacional de Rastreio Neonatal no primeiro semestre de 2026, um acréscimo de 3 casos face ao período equivalente de 2025, segundo os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. No conjunto dos três distritos alentejanos — Beja, Évora e Portalegre — foram rastreados 1.354 bebés entre janeiro e junho deste ano, menos sete do que no mesmo período do ano anterior.
Apesar da ligeira redução regional (-0,5%), a distribuição por distritos revela comportamentos distintos. Beja manteve um pequeno aumento, Évora diminuiu de 545 para 541 bebés e Portalegre apresentou uma queda de 278 para 272 recém-nascidos rastreados.
- Beja: 541 bebés (mais 3 que em 2025)
- Évora: 541 bebés (menos 4)
- Portalegre: 272 bebés (menos 6)
Ao nível nacional, o número de recém-nascidos rastreados aumentou: Portugal contabilizou 43.181 testes do pezinho no mesmo período, mais 931 do que no primeiro semestre de 2025. Os três distritos alentejanos representaram cerca de 3,1% do total nacional.
Os meses com maior e menor atividade no Alentejo também foram identificados: janeiro foi o período com mais recém-nascidos rastreados na região (267 no total), seguindo-se abril, março, maio, fevereiro e junho. Em termos nacionais, janeiro igualmente liderou com 7.908 testes e fevereiro registou o valor mais baixo (6.593).
| Distrito | 1º Semestre 2026 | Variação vs 2025 |
|---|---|---|
| Beja | 541 | +3 |
| Évora | 541 | -4 |
| Portalegre | 272 | -6 |
| Alentejo (total) | 1.354 | -7 |
Para as famílias e profissionais de saúde locais, estes números traduzem-se na manutenção da prestação de um serviço essencial para a deteção precoce de patologias metabólicas, endócrinas e outras condições tratáveis desde o nascimento. A pequena subida em Beja evidencia a continuidade da cobertura no distrito, embora a diminuição em Évora e Portalegre evidencie a necessidade de vigilância permanente para evitar falhas na cobertura do rastreio.
Em termos práticos, pais e cuidadores devem confirmar junto das maternidades e centros de saúde locais se o teste do pezinho é efetuado antes da alta hospitalar ou na unidade de saúde de referência, garantindo assim a rapidez do diagnóstico e do eventual encaminhamento terapêutico.