Serviço reduz internamentos e aproxima cuidados às famílias
A Unidade de Hospitalização Domiciliária da ULS Braga efectuou, no último ano, 2 439 visitas a utentes nos concelhos de Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde e Terras de Bouro, segundo um comunicado do próprio agrupamento de centros de saúde e hospitalar. Estas intervenções domiciliárias traduciram-se numa poupança estimada de 1 380 dias de internamento hospitalar, referem os serviços.
Os profissionais que integram a equipa de hospitalização ao domicílio percorreram cerca de 36 000 quilómetros no decurso deste período, prestando cuidados que, nas intenções da ULS, privilegiam a proximidade, a humanização e a segurança do doente no seu próprio ambiente.
"Uma resposta inovadora e segura" que teve "um percurso marcado pela proximidade, pela humanização dos cuidados e por resultados muito positivos".
O balanço divulgado evidencia um duplo efeito: além de reduzir o tempo de permanência em ambiente hospitalar, o serviço evita deslocações ao hospital e facilita recuperações junto das famílias, o que tem implicações práticas para a gestão de tempo dos cuidadores e a organização de recursos familiares.
Para os munícipes, isto significa menos tempo em salas de espera e em enfermarias e maior possibilidade de receber tratamento com monitorização clínica próxima, sem a deslocalização até às unidades hospitalares. Para o sistema de saúde, a substituição parcial do internamento por cuidados domiciliários pode libertar camas e reduzir pressões em serviços de hospitalização.
- 2 439 visitas domiciliárias realizadas;
- 36 000 km percorridos pela equipa;
- 1 380 dias de internamento evitados, segundo o comunicado.
Os concelhos abrangidos pelo serviço — Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde e Terras de Bouro — envolvem realidades demográficas e logísticas distintas, o que coloca desafios operacionais à continuidade e à equidade do acompanhamento domiciliário. A necessidade de deslocações extensas, já quantificada em dezenas de milhares de quilómetros, sublinha a importância de planeamento regional para otimizar rotas e tempos de resposta.
O êxito referido no comunicado exige, porém, continuidade de monitorização e avaliação: a sustentação de equipas, a formação, a articulação com cuidados primários e a disponibilidade de equipamentos são fatores determinantes para que a unidade mantenha e amplie os resultados positivos. Para os utilizadores e familiares, a aposta nestes modelos de cuidado pode representar maior conforto e menor rupturas nas rotinas familiares.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Visitas domiciliárias | 2 439 |
| Quilómetros percorridos | 36 000 km |
| Dias de internamento evitados | 1 380 |
Em resumo, a unidade da ULS Braga mostra-se, no relatório divulgado, como uma alternativa operacional aos internamentos convencionais, com impactos práticos para doentes, famílias e capacidade instalada do sistema de saúde local. A consolidação desta resposta dependerá da manutenção de recursos humanos e logísticos e de uma avaliação continuada dos resultados clínicos e sociais.