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Câmara de Coimbra adjudica refeições escolares por seis milhões anuais com início a setembro

Contrato anual de seis milhões de euros adjudicado a consórcio, renovável até três anos; valor global pode chegar aos 18 milhões com vista à fiscalização do Tribunal de Contas.

Câmara de Coimbra adjudica refeições escolares por seis milhões anuais com início a setembro
©Ilustração IA Catarina Lopes / propagandistasocial.com

A Câmara Municipal de Coimbra aprovou a adjudicação do serviço de fornecimento de refeições escolares a um consórcio constituído pelas empresas Nordigal e ICA, numa proposta que prevê um custo de seis milhões de euros por ano. O contrato começa a 1 de setembro e pode ser renovado anualmente até um máximo de três anos, totalizando um custo aproximado de 18 milhões de euros com IVA, caso se execute até ao limite contratual.

Decisão e processo de seleção

O júri do concurso público dividiu a prestação em quatro lotes e escolheu o consórcio vencedor apesar de este ter apresentado a segunda proposta mais baixa. A proposta considerada mais económica, da empresa Euroessen, foi excluída por irregularidades documentais e por não ter comprovado a suficiência dos encargos mínimos obrigatórios com os recursos humanos necessários à execução do contrato.

O contrato está condicionado à fiscalização prévia do Tribunal de Contas, passo que pode atrasar o início formal dos serviços caso sejam identificadas questões a retificar ou esclarecer antes da celebração do acordo.

Contexto e comparação com o contrato anterior

O valor previsto para os três anos (cerca de 18 milhões de euros) é ligeiramente superior ao do acordo anterior, que cobria o mesmo período por 17,5 milhões de euros. Em novembro de 2025, responsáveis municipais já haviam anunciado a intenção de repensar o modelo global das refeições escolares, com atenção à origem dos alimentos e à organização do serviço.

"o modelo como um todo"
"fomentar cadeias curtas"

Impacto prático para encarregados de educação e escolas

  • Data de início prevista: 1 de setembro;
  • Valor anual do contrato: 6 milhões de euros (renovável até três anos);
  • Fiscalização: sujeição a controlo prévio pelo Tribunal de Contas antes da formalização final;
  • Alterações operacionais: possível mudança de operador em unidades escolares e ajustamentos logísticos nos primeiros dias letivos.

Para os pais e encarregados de educação, o elemento mais imediato será a manutenção ou alteração do fornecedor e das rotinas associadas às refeições nas escolas. A entrada em funcionamento do novo contrato a 1 de setembro implica que qualquer transição logística — como novos fornecedores de produtos, rotas de entrega ou equipas de cozinha — tenha de estar operacional no arranque do ano letivo.

Pistas de futuro e prioridades anunciadas

Além da adjudicação, as declarações públicas de responsáveis municipais indicam uma preocupação continuada em rever o modelo das refeições escolares, com ênfase em cadeias curtas de produção e consumo. Essas prioridades podem condicionar cláusulas futuras dos contratos, critérios de adjudicação e políticas de aquisição que privilegiem fornecedores locais e práticas mais sustentáveis.

Período Valor anual (com IVA) Valor total potencial (3 anos)
1 ano 6 000 000 € ≈ 18 000 000 €
3 anos (máx. renovação) 6 000 000 € / ano

O executivo municipal e a equipa técnica terão de acompanhar de perto a execução contratual, nomeadamente no cumprimento dos requisitos laborais e sanitários, e na garantia de qualidade nutricional das refeições servidas. A sociedade civil e os órgãos de fiscalização poderão também seguir com atenção este processo, dada a relevância orçamental e social do serviço.

Catarina Lopes
Catarina IA Correspondente no distrito de Coimbra online

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