A Câmara Municipal de Setúbal anunciou esta semana que as análises laboratoriais realizadas na zona ribeirinha do Parque Urbano de Albarquel e noutras praias do concelho apontam para uma água dentro dos parâmetros exigidos para a prática balnear. A declaração surge na sequência de dúvidas públicas geradas nas últimas semanas sobre a qualidade da água e a sua possível relação com episódios gastrointestinais reportados por alguns atletas.
Resultados e monitorização
Segundo o município, as amostragens oficiais realizadas no âmbito das competições internacionais obrigaram a três análises regulares e depois a dois testes adicionais após a divulgação das queixas. Todas as análises apresentaram a classificação de "água apta para banhos", sem resultados que sustentem suspeitas de contaminação microbiológica.
- Entidade responsável pela monitorização: Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
- Praias abrangidas pela vigilância regular: Albarquel, Figueirinha, Galapos, Galapinhos e Portinho da Arrábida.
- Análises extra: solicitadas em contexto de competições e em seguimento de notícias sobre problemas de saúde.
Datas das análises e conclusões
A autarquia refere que, por cumprimento do regulamento da prova de natação em águas abertas, foram efetuadas análises em três momentos distintos durante os meses anteriores, seguidas de duas amostragens complementares a 30 de junho e 14 de julho. Em todos os casos, os resultados confirmaram o cumprimento dos parâmetros microbiológicos exigidos para banho.
| Data | Resultado |
|---|---|
| 14 de maio | Água apta para banhos |
| 8 de junho | Água apta para banhos |
| 15 de junho | Água apta para banhos |
| 30 de junho | Água apta para banhos |
| 14 de julho | Água apta para banhos |
Para além das análises no Parque Urbano de Albarquel — que, recorde‑se, não é formalmente classificado como zona balnear — a Câmara municipal diz promover estudos periódicos noutras zonas ainda sem estatuto oficial, como a Praia da Saúde e a Praia da Gávea, com o objectivo de criar um histórico que permita, no futuro, avaliar uma eventual classificação.
O anúncio pretende tranquilizar moradores, praticantes desportivos e turistas sobre a segurança das águas, sublinhando que a vigilância cabe à APA e que o concelho tem reforçado controlos quando a actividade desportiva internacional o exige. A confirmação analítica sucessiva reforça, para já, a posição oficial de que não existem indícios laboratoriais que justifiquem restrições de banho nas áreas testadas.
Para os munícipes e visitantes, mantém‑se recomendável seguir os avisos oficiais das autoridades de saúde e da Câmara Municipal relativamente à utilização das zonas costeiras e acompanhar eventuais comunicações futuras caso surjam novos dados ou investigações complementares.