Laboratório vivo instalado na Tocha
Em Cantanhede, no Hospital Rovisco Pais, foi hoje inaugurada a Casa VIVA+ António Oliveira, um laboratório que junta instituições de saúde, académicas e empresariais com o objetivo de desenvolver soluções para o envelhecimento populacional. O projeto, com um investimento de 16 milhões de euros e financiamento parcial pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretende testar em contexto real tecnologia e modelos de habitação que aumentem a autonomia de pessoas idosas.
A iniciativa une a Universidade de Aveiro, a Unidade Local de Saúde de Coimbra, o Departamento de Reabilitação do Hospital Rovisco Pais, a InovaDomus – Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro e a empresa OLI – Sistemas Sanitários. Sediada na Tocha, concentra esforços para transferir parte dos cuidados e da prevenção para o domicílio, respondendo à pressão crescente sobre os sistemas de saúde provocada pelo envelhecimento da população e pelo aumento das doenças crónicas.
Objectivos práticos e instrumentos testados
O projecto define como objetivo permitir que as pessoas possam «viver durante mais tempo com qualidade de vida», através de soluções que envolvem desde a monitorização de sinais vitais até adaptações no desenho e equipamentos da habitação. Entre as tecnologias em análise está a transformação de componentes domésticos em plataformas biométricas, como a conversão de um tampo de sanita em dispositivo de monitorização, para apoio à deteção precoce de problemas de saúde.
“permitir que mais pessoas possam viver durante mais tempo com qualidade de vida”
Para Cantanhede e, em particular, para as freguesias mais envelhecidas do concelho, a Casa VIVA+ poderá representar um duplo ganho: melhores respostas de saúde e a possibilidade de prolongar a permanência das pessoas nas suas habitações, diminuindo deslocações ao hospital e apelando à prevenção e ao acompanhamento domiciliário.
- Investimento: 16 milhões de euros (apoio parcial do PRR)
- Local: Hospital Rovisco Pais, Tocha (concelho de Cantanhede)
- Parceiros: Universidade de Aveiro, Unidade Local de Saúde de Coimbra, Departamento de Reabilitação do Hospital Rovisco Pais, InovaDomus, OLI
Impacto local e próximos passos
O laboratório permitirá testar tecnologia, equipamentos e modelos de habitação em contexto real, com monitorização contínua e avaliação dos resultados. A adopção bem-sucedida de soluções desenvolvidas na Casa VIVA+ pode influenciar práticas clínicas e políticas locais sobre cuidados domiciliários, reabilitação e reabilitação urbana adaptada às necessidades da população idosa.
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Horas diárias em casa (média mencionada) | 20 a 22 horas |
| Financiamento | 16 milhões de euros (parte pelo PRR) |
| Foco | Saúde, habitação e tecnologia para envelhecimento |
A implementação prática destas soluções e a sua integração no sistema local de cuidados dependerão de ensaios, avaliação de eficácia e articulação entre serviços de saúde, lares e comunidade. Para os residentes de Cantanhede, a Casa VIVA+ constitui uma aposta concreta em inovação social e tecnológica com potencial para alterar a forma como se presta e se organiza o apoio à população envelhecida no território.