O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) classificou, este domingo, cerca de 40 concelhos em situação de perigo máximo de incêndio rural, numa lista que inclui municípios dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro. A classificação resulta da análise de vários fatores meteorológicos — temperatura, humidade relativa, velocidade do vento e precipitação nas últimas 24 horas — que condicionam a probabilidade de ignição e propagação do fogo.
Distribuição do risco e previsões meteorológicas
Para além dos concelhos em perigo máximo, o mapa do IPMA aponta cerca de 90 concelhos em risco muito elevado e outros 65 concelhos em risco elevado. As previsões para o continente indicam céu pouco nublado ou limpo, com períodos de maior nebulosidade até ao meio da manhã, e possibilidade de precipitação fraca no litoral Norte e Centro. O vento deverá soprar fraco a moderado, podendo ser forte na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Raso durante a tarde.
Os termómetros registam variações significativas: máximas previstas entre 24 ºC (Viana do Castelo) e 34 ºC em pontos do interior como Castelo Branco, Évora e Beja. Apesar de alguma descida de temperatura prevista em algumas regiões, as condições permanecem favoráveis à ocorrência e rápida propagação de incêndios nas áreas com risco mais elevado.
- 40 concelhos em perigo máximo
- 90 concelhos em perigo muito elevado
- 65 concelhos em perigo elevado
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Concelhos em perigo máximo | ~40 |
| Concelhos em perigo muito elevado | ~90 |
| Concelhos em perigo elevado | ~65 |
| Máxima prevista (interior) | 34 ºC |
Impacto local e recomendações práticas
Para os residentes do distrito de Castelo Branco e concelhos limítrofes, a classificação do IPMA implica medidas de precaução reforçadas. As autoridades lembram que em zonas de risco muito elevado e máximo qualquer fonte de ignição — incluindo uma faísca de máquina agrícola, o arder de resíduos de queimada ou uma ponta solta de cigarro — pode desencadear um incêndio de rápida evolução. As recomendações incluem:
- Evitar queimas e queimadas;
- Não utilizar equipamentos que possam provocar faíscas nos espaços florestais;
- Manter vias de acesso e pontos de água desimpedidos para os meios de emergência;
- Seguir as instruções das autoridades locais e da proteção civil.
A Proteção Civil e o comando distrital de bombeiros mantêm-se em alerta e apelam à colaboração cidadã para sinalizar qualquer início de fogo através do número de emergência. A colaboração da população é considerada crítica para reduzir o risco e mitigar impactos em habitações, infraestruturas e no património natural.
Face à frequência com que as condições meteorológicas favorecem episódios de perigo elevado no interior, o apelo das entidades é também para uma atitude permanente de prevenção, nomeadamente a gestão de combustíveis em redor de habitações e a implementação de faixas de proteção onde for aplicável. A informação pública sobre o mapa de risco do IPMA e recomendações das autoridades continua acessível através dos canais oficiais.