A Câmara Municipal de Coimbra anunciou a intenção de construir uma arena multiusos na margem esquerda do Mondego, na área atualmente ocupada pelos Transportes Urbanos de Coimbra. A iniciativa foi divulgada pelo vereador responsável pelo desporto, Ricardo Lino, e enquadra-se na preparação de uma possível candidatura de Portugal para acolher as Universíadas de 2033, com Coimbra como cidade anfitriã.
Local e propósito do projeto
O espaço alvo da intervenção corresponde à zona onde hoje funcionam os serviços dos Transportes Urbanos de Coimbra, uma localização central que, segundo o executivo municipal, permitiria conjugar acessibilidades e proximidade a equipamentos universitários e culturais. A arena terá uso desportivo e também cultural, sendo apontada como peça-chave da estratégia para receber grandes eventos e melhorar a oferta de infraestruturas da cidade.
"A Câmara de Coimbra quer avançar com a construção de uma arena multiusos na margem esquerda, na zona onde atualmente estão os Transportes Urbanos de Coimbra," afirmou Ricardo Lino.
Na mesma intervenção pública, o vereador informou que o projeto integra a reorganização da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física: está prevista a edificação de um novo edifício central daquela faculdade, articulado com a infraestrutura desportiva.
Capacidades e usos previstos
Quanto às capacidades, a arena foi apresentada com dois parâmetros distintos conforme o tipo de evento:
- Capacidade para 7 000 lugares sentados em eventos desportivos;
- Capacidade dobrada para eventos culturais, quando adequada à natureza desses espetáculos.
| Tipo de evento | Capacidade prevista |
|---|---|
| Desportivo (lugares sentados) | 7 000 |
| Cultural (configuração máxima) | 14 000 (estimado) |
O anúncio surge depois da receção, por parte de Coimbra, de uma delegação da Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU), no âmbito da intenção de integrar Portugal na corrida para as Universíadas de 2033. A presença da FISU reforça a exigência de dotar a cidade com equipamento adequado para provas e cerimónias de grande escala.
Impactos locais e próximos passos
A proposta implica decisões sobre planeamento urbanístico, eventuais realojamentos de serviços atualmente sediados na zona e avaliação dos fluxos de transporte e estacionamento. Para os habitantes, as consequências poderão variar desde oportunidades de emprego durante a construção e operação do equipamento até alterações nos padrões de mobilidade e ruído em dias de evento. Projetos desta escala também costumam suscitar debate sobre custos públicos, financiamento e integração com outras políticas municipais.
O anúncio não detalhou calendário de obras, montante do investimento ou modelo de financiamento, informações que se esperam nos próximos passos da Câmara. Também não foram apresentadas avaliações ambientais ou estudos detalhados de impacto urbano, que serão necessários antes de qualquer decisão vinculativa.
Esta proposta coloca Coimbra numa perspetiva de maior visibilidade nacional e internacional, mas também obriga a clarificar custos, prazos e impactos socioterritoriais para que a população possa avaliar os benefícios e encargos de um projeto com ambições para 2033.