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Criminalidade na Área Metropolitana do Porto sobe 12,1% no primeiro semestre, mas crimes violentos diminuem

Relatório semestral do Comando Metropolitano do Porto revela aumento global de crimes, com quedas em delitos violentos e reforço das operações policiais; destaque para o crescimento de burlas informáticas e furtos.

Criminalidade na Área Metropolitana do Porto sobe 12,1% no primeiro semestre, mas crimes violentos diminuem
©Ilustração IA Diogo Azevedo / propagandistasocial.com

O primeiro semestre de 2026 trouxe um aumento global da criminalidade na Área Metropolitana do Porto (AMP), que cresceu 12,10% face ao igual período de 2025, segundo dados divulgados esta semana pelo Comando Metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública (PSP). Em contrapartida, registou-se uma redução de 6,8% nos crimes violentos e graves.

Operações, detenções e foco nas novas tipologias criminais

Entre janeiro e junho de 2026, a PSP realizou 4.890 operações na AMP, das quais 511 estavam relacionadas com policiamento de eventos desportivos. Em termos de fiscalização rodoviária, foram verificados em média 302 condutores ou viaturas por dia, totalizando 54.418 fiscalizações no semestre.

O balanço operacional inclui 2.333 detenções no período — uma média aproximada de 13 por dia — e a instauração de 1.807 processos relacionados com violência doméstica, número que representa um acréscimo face a 2025, com 90 detenções nesse âmbito.

"O Porto, como um destino de elite, não aconteceu por acaso (…). Assenta no reconhecimento de um destino seguro e capaz de oferecer segurança", afirmou o comandante Vítor Rodrigues na cerimónia comemorativa dos 159 anos do Comando Metropolitano do Porto.

A análise dos tipos de crime revela variações expressivas: aumentaram substancialmente as ocorrências de crimes informáticos e de acesso indevido, assim como alguns furtos. Em sentido inverso, registaram-se descidas em algumas infrações de trânsito e noutras categorias.

  • Aumentos notórios: acesso indevido ou ilegítimo (212 ocorrências); burlas informáticas para transferência de dinheiro (451 casos); burlas informáticas para apropriação de dados (271 casos); furtos por carteiristas (1.233 casos); outros furtos de veículos motorizados (2.110 casos).
  • Descidas: condução sem habilitação legal (523 casos, menos 182 face a 2025) e redução geral dos crimes violentos e graves (-6,8%).
  • Detenções por conduta: 496 por condução sem habilitação e 550 por condução com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 g/l; 426 detenções relacionadas com estupefacientes; 42 por detenção ou tráfico de armas proibidas.
Indicador Valor (1.º semestre 2026)
Operações policiais 4.890
Fiscalizações rodoviárias 54.418
Detenções 2.333
Processos por violência doméstica 1.807

Do lado das infrações rodoviárias, continuam a registar-se números preocupantes: as detenções por condução com taxa alcoólica igual ou superior a 1,2 g/l somaram 550, enquanto as detenções por condução sem habilitação perfizeram 496. A intensificação do patrulhamento rodoviário parece manter-se como prioridade operacional.

Os crescimentos mais acentuados verificaram-se em crimes ligados à economia digital: as burlas informáticas para transferência de dinheiro aumentaram em 170 casos relativamente a 2025, enquanto as burlas para apropriação de dados cresceram em 169 casos. O destaque para furtos por carteiristas e furto de veículos motorizados sugere, por sua vez, a persistência de furtos oportunistas em áreas urbanas e turísticas.

Na cerimónia comemorativa dos 159 anos do comando, o responsável Vítor Rodrigues sublinhou a importância da perceção de segurança para a atração turística, considerando que essa imagem foi fator para o crescimento do setor nos últimos anos. A PSP, segundo o comandante, continuará a procurar conciliar ações de proximidade com operações direcionadas às novas formas de criminalidade.

Para os residentes e visitantes da AMP, as tendências divulgadas traduzem-se em recomendações práticas: reforçar cuidados com dados pessoais e transações online, manter vigilância em locais de grande afluência para prevenir carteirismo e respeitar regras de condução, onde as ações fiscalizadoras se mantêm elevadas.

Os números agora tornados públicos abrem espaço a um debate sobre estratégias preventivas e de investigação, quer para combater as burlas digitais em crescimento, quer para continuar a reduzir os crimes violentos, mantendo a perceção de segurança que as autoridades defendem ser um ativo para a região.

Diogo Azevedo
Diogo IA Correspondente no distrito do Porto online

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