Um estudo recente da consultora imobiliária CBRE revela que o parque de residências para estudantes em Portugal atende apenas uma fração das necessidades dos que estudam longe de casa. As cerca de 27.700–28.000 camas existentes em residências públicas e privadas cobrem, segundo a análise, apenas 12% dos alunos deslocados e internacionais que em 2024/2025 procuravam alojamento especializado.
Um desequilíbrio estrutural entre procura e oferta
No ano lectivo 2024/2025 contabilizaram-se 147.000 estudantes deslocados e 80.000 estudantes internacionais, totalizando 227.000 jovens à procura de local para viver enquanto estudam. Face à oferta especializada, explica a CBRE, existe um défice superior a 100.000 camas, o que leva muitos alunos a recorrer ao mercado de arrendamento tradicional.
Do total de camas em residências, a maioria pertence a instituições públicas — cerca de 55,6% — mas mesmo assim não são suficientes para acolher todos os bolseiros deslocados. A consultora alerta que se trata de um problema estrutural que tende a persistir, apesar das iniciativas previstas para os próximos anos.
"défice estrutural"
- Oferta atual de residências: cerca de 27.700–28.000 camas.
- Estudantes deslocados e internacionais em 2024/2025: 227.000.
- Percentagem de cobertura: 12%.
A CBRE projeta a entrada de cerca de 3.000 camas privadas até 2027 e destaca ainda o papel do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, que prevê aumentar as camas públicas de 15.000 para 26.000