Relato leva preocupação sobre condições na unidade hospitalar
Uma publicação nas redes sociais sobre as condições vividas por doentes internados no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, tornou-se viral e suscitou uma vaga de indignação na comunidade local. A autora do relato afirma que, ao sair da unidade, o seu telemóvel registou 34 graus de temperatura, mas que a situação no interior é ainda mais grave, nomeadamente no Serviço de Medicina B, no segundo piso, onde diz não existir ar condicionado.
Segundo a publicação, a ausência de climatização em algumas enfermarias coloca em risco doentes fragilizados. A autora também denuncia uma alegada falta de água para os utentes, indicando que algumas auxiliares chegaram a comprar garrafas com dinheiro próprio para as distribuir entre os doentes. Ela própria diz ter feito o mesmo, esclarecendo que não procura reconhecimento, mas quer alertar para uma necessidade mínima de cuidados.
“Agora tente imaginar a que temperatura estão os doentes”,
O relato questiona ainda por que razão algumas enfermarias dispõem de ar condicionado enquanto outras não, o que, segundo a publicação, agrava a desigualdade nas condições de internamento dentro da própria unidade hospitalar.
- Temperatura registada: 34ºC no exterior, segundo telemóvel da autora.
- Local afetado: Serviço de Medicina B, segundo piso — alegada ausência de ar condicionado.
- Reação da administração: sem resposta até ao fecho da reportagem.
| Elemento | Informação disponível |
|---|---|
| Unidade | Hospital Nossa Senhora do Rosário, Barreiro |
| Temperatura referida | 34ºC (registada no telemóvel da autora ao sair da unidade) |
| Serviço mencionado | Medicina B, segundo piso — sem ar condicionado, segundo denúncia |
O Diário do Distrito contactou a administração do hospital e a Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho solicitando esclarecimentos sobre as alegações de falta de climatização e de água. Até ao fecho desta edição, não foi recebida qualquer resposta oficial. A tutela e os responsáveis pela gestão local da saúde mantêm-se, porém, como destinatários naturais de pedidos de esclarecimento por parte de utentes e familiares.
Para os moradores do Barreiro, a denúncia acende dois sinais de alerta: por um lado, a exposição de doentes vulneráveis a condições ambientais extremas durante uma vaga de calor; por outro, a necessidade de transparência e de resposta célere por parte das entidades hospitalares. A ausência de informação oficial aumenta a ansiedade de familiares e a perceção de insegurança quanto aos cuidados prestados.
Face a esta situação, as principais questões que se colocam à administração hospitalar e à autoridade de saúde local são práticas e imediatas: confirmação das zonas sem climatização, medidas temporárias para aliviar o calor nas enfermarias mais críticas, garantia do abastecimento de água aos doentes e comunicação clara com familiares sobre as medidas adotadas. A comunidade do Barreiro espera agora por respostas que esclareçam a veracidade das denúncias e que assegurem a proteção dos utentes.