Operação com prisões na Maia e em Lisboa
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção, na Maia e em Lisboa, de dois cidadãos estrangeiros fortemente indiciados na prática de crimes relacionados com o tráfico de pessoas. Os detidos, com 30 e 41 anos, estão ainda suspeitos de auxílio à imigração ilegal e de falsificação/contrafação de documentos, em factos que terão ocorrido em junho de 2024.
Segundo o comunicado oficial da PJ, a investigação teve um dos momentos decisivos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, quando um dos suspeitos chegou acompanhado de duas crianças — um casal de irmãos de 9 e 11 anos — sem qualquer relação de parentesco que pudesse legitimizar a viagem.
“As crianças, constrangidas e instrumentalizadas para não revelarem pormenores acerca da sua origem e respetivo agregado familiar, viajavam com passaportes falsificados.”
Além das detenções, as equipas policiais apreenderam material que a PJ considera relevante para o prosseguimento da investigação. Os dois suspeitos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.
Impacto local e resposta institucional
Para a população da Maia, a operação sublinha a atuação das forças de investigação criminal no distrito do Porto e a vigilância frente a redes que exploram menores e recorrem a documentação fraudulenta. O caso liga ainda a cidade ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, ponto de entrada e saída utilizado na investigação.
- Vítimas: irmãos de 9 e 11 anos, oriundos de um país da África Ocidental.
- Suspeitos detidos: dois estrangeiros, com 30 e 41 anos.
- Crimes investigados: tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, falsificação/contrafação de documentos.
De acordo com a PJ, o destino final das crianças seria outro país da União Europeia. A investigação prossegue agora para apurar responsabilidades, modus operandi e eventuais outros intervenientes na alegada rede de tráfico.
| Elemento | Dados |
|---|---|
| Idades das vítimas | 9 e 11 anos |
| Idades dos detidos | 30 e 41 anos |
| Local das detenções | Maia e Lisboa |
| Momento dos factos | junho de 2024 |
Os residentes da Maia poderão esperar, nos próximos dias, esclarecimentos adicionais no âmbito do processo judicial, nomeadamente sobre as medidas de coação a aplicar. A investigação pretende também identificar se existiram outras deslocações ou contactos no território nacional que mereçam ação policial ou medidas de proteção para as vítimas.