Um detido do Estabelecimento Prisional de Faro foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira na cela que partilhava com outro recluso, anunciou a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
Segundo a DGRSP, a descoberta ocorreu no momento da abertura matinal das portas, após o período noturno. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi ativado, mas os profissionais confirmaram a morte no local, levando as autoridades penitenciárias a comunicar imediatamente a Polícia Judiciária, que passou a investigar as circunstâncias do óbito.
“o recluso foi encontrado, pelos elementos da vigilância, deitado na sua cama, na cela que partilhava com outro companheiro”
Fontes jornalísticas identificaram o detido como Rogério, de 39 anos, que estava em prisão preventiva por forte suspeita de envolvimento no desaparecimento e posterior morte de Ricardo Claro, gestor de um restaurante no empreendimento turístico de Vale do Lobo. A vítima, de 50 anos, tinha sido dada como desaparecida em março e foi depois encontrada morta num terreno no concelho de Loulé.
Procedimentos em curso
A DGRSP informou que o corpo será encaminhado para autópsia, cujo resultado determinará a causa da morte. Paralelamente, foi instaurado no estabelecimento prisional um inquérito interno, “conforme o regulamentado”, com o objetivo de apurar as circunstâncias da ocorrência e eventuais responsabilidades na cadeia de funcionamento do regime prisional.
Entretanto, a Polícia Judiciária foi chamada a intervir, assumindo a investigação criminal. Não foram divulgados detalhes sobre sinais exteriores de violência, eventual presença de testemunhas dentro da prisão, nem indicações sobre o estado de saúde anterior do recluso, além do facto de este partilhar cela com outro preso.
- Local da ocorrência: Estabelecimento Prisional de Faro
- Pessoa detida: Rogério, 39 anos (suspeito no caso Ricardo Claro)
- Vítima original do caso: Ricardo Claro, 50 anos (gestor, Vale do Lobo)
- Medidas tomadas: INEM acionado, autópsia prevista, inquérito interno e investigação da PJ em curso
Para os habitantes do distrito de Faro e para a comunidade local — particularmente em concelhos como Loulé e na área do empreendimento de Vale do Lobo — a sequência de eventos reforça a atenção sobre a evolução do processo judicial que envolvia o desaparecimento e morte de Ricardo Claro. A confirmação da causa da morte do recluso só será possível após a conclusão da autópsia e dos exames complementares que forem solicitados.
| Item | Descrição |
|---|---|
| Detido encontrado | Rogério, 39 anos (prisão preventiva) |
| Vítima do processo original | Ricardo Claro, 50 anos (gestor, Vale do Lobo) |
| Ações imediatas | INEM acionado, autópsia e PJ a investigar, inquérito interno da DGRSP |
As informações agora divulgadas têm origem nos comunicados oficiais da DGRSP e em reportagens da imprensa nacional que acompanharam os desenvolvimentos deste caso. A decorrer as diligências da Polícia Judiciária e a realização da autópsia, o Ministério Público e as autoridades competentes poderão divulgar mais elementos sobre as causas da morte e sobre o impacto judicial no processo em que o detido estava envolvido.