Maior incidência regional preocupa autoridades e associações
O distrito de Beja surge no topo dos registos de crimes contra animais de companhia no Alentejo, com um total de 99 ocorrências anotadas entre 2024 e o primeiro semestre de 2026, segundo dados da Guarda Nacional Republicana (GNR) disponibilizados ao Alentejo Ilustrado. Destes incidentes, 38 referem-se a abandono e 61 a casos de morte ou maus-tratos.
Este número coloca Beja à frente de outros distritos da região: Évora com 86 ocorrências e Portalegre com 69, perfazendo um total regional de 254 casos até 30 de junho deste ano. A nível nacional, a GNR contabilizou mais de 2 400 crimes do mesmo tipo no período em análise.
| Distrito | Ocorrências |
|---|---|
| Beja | 99 |
| Évora | 86 |
| Portalegre | 69 |
As estatísticas da GNR apontam ainda para 28 pessoas detidas, 1 449 identificados como suspeitos e 432 constituídos arguidos em todo o país no período referido. A corporação sublinha que o abandono é crime e apela à responsabilidade dos detentores de animais.
Impacto local e medidas práticas para proprietários
Os meses de verão — especialmente julho e agosto — são destacados como os mais críticos, quando viagens e ausências prolongadas aumentam o risco de abandono. Para moradores do distrito, as autoridades e associações locais aconselham algumas alternativas e medidas preventivas:
- Planear com antecedência soluções de alojamento temporário, como hotéis para animais;
- Recorrer ao apoio de familiares ou amigos para cuidados durante férias;
- Contactar associações e quartéis da GNR para orientações em casos de emergência ou suspeita de maus-tratos;
- Informar-se sobre legislação e responsabilidades associadas à posse de animais de companhia.
As entidades que trabalham em defesa dos animais salientam que cães e gatos continuam a ser os mais afetados e que a adoção implica um compromisso duradouro. No terreno, pedidos de esclarecimento e denúncias devem ser dirigidos às autoridades competentes para assegurar intervenção rápida e investigação adequada.
Enquanto os números regionais permanecem elevados, a combinação de fiscalização, campanhas de sensibilização e medidas de apoio a donos responsáveis aparece como caminho essencial para reduzir estas ocorrências em Beja e no Alentejo.