Dois cidadãos, de 25 e 38 anos, detidos pela Polícia Judiciária (PJ) no decurso de uma operação articulada entre Departamentos de Lisboa e de Leiria, vão ficar em prisão preventiva enquanto decorre o inquérito que os liga a uma série de crimes violentos ocorridos entre junho e este mês nas zonas de Leiria e de Lisboa.
Factos investigados
Segundo o comunicado da PJ e fontes judiciais, os arguidos são fortemente indiciados por actos que incluem uma tentativa de carjacking em Monte Redondo, no concelho de Leiria, um assalto a uma instituição de crédito na cidade de Leiria e um roubo numa ourivesaria em Caranguejeira. As detenções ocorreram na cidade de Lisboa e os homens foram apresentados a um juiz de instrução criminal em Leiria, que aplicou a medida de coação mais gravosa.
Estão ainda em investigação outros factos que envolvem abuso de confiança agravado, detenção de arma proibida, falsificação documental e associação criminosa, segundo a PJ. A investigação aponta para um padrão operacional que incluía o aluguer e não devolução de viaturas, substituição das matrículas por outras de veículos idênticos e o recurso a armas de fogo nalguns episódios.
"roubo agravado"
- Idades dos detidos: 25 e 38 anos;
- Locais com crimes em investigação: Monte Redondo, cidade de Leiria e Caranguejeira;
- Crimes referidos pela PJ: roubos, carjacking, falsificação de documentos e detenção de arma proibida.
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Meio policial | Polícia Judiciária (Departamentos de Leiria e de Lisboa) |
| Medida de coação | Prisão preventiva |
| Período dos factos | Entre junho e o mês em curso |
De acordo com a PJ, os suspeitos utilizavam vestuário escuro, acessórios para ocultar as feições e luvas, táticas que facilitavam a ocultação da identidade durante as acções. Parte das viaturas empregues terão sido obtidas através de aluguer não restituído, com a alteração das placas de matrícula para permitir a circulação sem identificação, enquanto outras terão sido tomadas por força em via pública.
Para a comunidade local, estes episódios têm impacto direto na segurança do comércio e das instituições financeiras, bem como na sensação de segurança nas ruas e estradas. A determinação da prisão preventiva pretende, segundo a prática judicial, assegurar a instrução do processo e prevenir a continuação ou repetição de actos ilícitos.
A investigação prossegue sob coordenação do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, em estreita colaboração com a Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo. As autoridades não divulgaram mais detalhes operacionais nem identidades dos detidos, dado o segredo de justiça que tutela a fase processual em curso.