O Município da Batalha enfrenta um encargo extraordinário de 1.500 euros por semana para proceder à limpeza de lixo depositado de forma indevida junto de ecopontos e contentores, revelou a autarquia durante uma reunião de câmara. O montante tem sido apontado pelos responsáveis como um peso considerável no orçamento municipal e um sintoma da persistente falta de civismo de alguns munícipes.
Acúmulos e resposta operacional
Vereadores alertaram para situações onde o lixo permanece por longos períodos no mesmo local. Foi citado, por exemplo, um ponto na localidade da Golpilheira onde se verifica uma acumulação significativa, descrita como uma verdadeira “lixeira”. Face a estas ocorrências, a Câmara tem acionado um serviço adicional da empresa de higiene urbana SUMA que gera a despesa semanal extra mencionada.
“É uma lixeira”, comentou um dos autarcas ao descrever o estado de um dos pontos vistoriados.
Os responsáveis municipais admitem que, apesar de intervenções rápidas, os locais voltam a ficar comprometidos num curto espaço de tempo, obrigando a novas intervenções com o consequente custo financeiro.
Medidas previstas e responsabilidades
Para mitigar o problema, a Câmara da Batalha anunciou duas linhas de actuação principais: um aumento do número de pontos de deposição seletiva e o reforço da fiscalização. Está previsto o reforço de 130 eco-ilhas no próximo ano, medida que visa reduzir a sobrecarga em ecopontos já existentes e facilitar o depósito correcto de resíduos.
- Contratação pontual de limpezas pela SUMA (custo adicional de 1.500 €/semana).
- Instalação de 130 eco-ilhas ao longo do próximo ano para melhorar a rede de recolha seletiva.
- Aplicação de coimas quando são identificados infractores como forma de dissuasão.
O executivo local tem igualmente apontado fatores contributivos para a situação: para além do crescimento populacional, a Câmara culpa a falta de civismo de alguns cidadãos. O argumento envolve a obrigação ética de procurar outro ecoponto próximo quando um está cheio, em vez de abandonar resíduos no chão.
Como sintetizou um dos autarcas, quando um ecoponto está cheio “têm a obrigação moral e ética de pegar no carro, andar mais 100 ou 200 metros e colocar no ecoponto seguinte”. A declaração sublinha a aposta da Câmara numa combinação de resposta infrastructural e pedagógica para reduzir o problema.
Impacto prático para os habitantes
Além do ónus financeiro directo para as contas municipais, o lixo depositado irregularmente tem efeitos visíveis na qualidade do espaço público: riscos para a higiene, atração de vetores e impacto negativo na imagem das localidades afectadas. A instalação de mais eco-ilhas poderá, no médio prazo, distribuir melhor os fluxos de deposição, mas a Câmara também dependerá da colaboração cívica para garantir resultados duradouros.
| Item | Valor / Plano |
|---|---|
| Custo semanal extra | 1.500 € |
| Eco-ilhas a instalar | 130 |
O executivo reforça que continuará a aplicar coimas quando os infractores sejam identificados, ao mesmo tempo que projeta melhorar a acessibilidade aos pontos de deposição seletiva. Para os residentes, a mensagem é clara: a redução destes custos e da contaminação visual depende, em parte significativa, de pequenas acções individuais.