ACAREG transforma Barragem da Queimadela em palco de atividades náuticas e comunitárias
A Barragem da Queimadela, em Fafe, foi durante estes dias o local escolhido para o Acampamento Regional de Braga (ACAREG) 2026, evento que reuniu cerca de 600 caminheiros e que colocou a prática de atividades náuticas no centro das dinâmicas do campo. O encontro voltou a trazer escuteiros católicos àquele espaço, dez anos depois da última edição que passou pela região.
A programação incluiu sessões de canoagem, stand up paddle e recreio em insufláveis, para além de jogos em terra como cartas e Jenga, permitindo que os participantes alternassem entre atividades aquáticas e momentos lúdicos no areal e nas zonas adjacentes.
“Somos totalmente retirados da nossa bolha”, afirmou Diogo Lima, de 20 anos, destacando o contacto com a natureza.
A organização do campo estruturalmente dividiu os cerca de 600 caminheiros em dois grupos de 300, possibilitando uma gestão rotativa das atividades e das medidas de segurança. Ana Cadilhe, chefe do campo náutico, explicou que a presença de secções mais velhas logo no primeiro dia facilitou o arranque das operações ao servir de referência para instruções e normas de segurança.
- Participantes: aproximadamente 600 caminheiros (secção dos 18 aos 22 anos).
- Atividades principais: canoagem, insufláveis, stand up paddle e jogos em terra.
- Organização: grupos rotativos de 300 para alternar atividades aquáticas e terrestres.
Entre os relatos dos participantes surge a ênfase no contraste entre a rotina citadina e a experiência campal. Raquel Costa, de 20 anos, que regressou ao ACAREG após uma década, descreveu a vivência como “espetacular”, sublinhando a vontade de reviver a experiência de exploradora. Diogo Lima, do Agrupamento 349 Mouquim, vincou o afastamento das rotinas tecnológicas: “As tecnologias acabam por ficar um bocadinho desligadas”, referiu, apontando para o valor do convívio presencial e do contacto direto com a natureza.
Para a comunidade de Fafe, a realização do ACAREG na Barragem da Queimadela representa simultaneamente uma oportunidade de dinamização do espaço público e o reconhecimento da aptidão do local para acolher iniciativas juvenis com componente náutica. A presença de agrupamentos como o 312 Louro e o 349 Mouquim, oriundos de núcleos de Vila Nova de Famalicão, sublinha também a dimensão regional do encontro e o papel da infraestrutura de Fafe como polo de atividades associativas.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Número de caminheiros | 600 |
| Grupos | 2 x 300 |
| Atividades aquáticas | canoagem, stand up paddle, insufláveis |
O evento reforça a utilização da Barragem da Queimadela como local polivalente para encontros de juventude e actividades ao ar livre. Para os residentes, isso traduz-se em maior movimento no concelho durante os dias do acampamento e em visibilidade para a prática de desportos de água que podem alavancar iniciativas futuras de índole educativa e recreativa.