Clubes do Porto e da Luz confrontam-se com limite mínimo de lotação
O facto de a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) exigir uma capacidade mínima de 3.000 lugares para acolher jogos da Liga dos Campeões está a obrigar o FC Porto e o Benfica a equacionar a utilização de recintos emprestados. Nenhum dos dois pavilhões atualmente utilizados pelas respetivas secções cumpre esse requisito.
O Dragão Arena, sede do basquetebol do FC Porto, tem capacidade para 2.000 lugares. O clube admite avançar com uma ampliação para atingir os 3.000 lugares, mas, caso essa obra não seja viável no prazo necessário, estuda a hipótese de deslocar os encontros para o Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, que dispõe de 3.870 lugares sentados.
Do lado do Benfica, o Pavilhão Fidelidade apresenta uma lotação de 2.400 lugares, inferior ao mínimo exigido. Segundo apurou a imprensa desportiva, os encarnados ponderam utilizar o Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada como alternativa para encontros da competição europeia.
Consequências práticas para adeptos e clubes
- Alteração do local dos jogos pode implicar maiores deslocações e custos para os sócios e adeptos;
- Venda de bilhetes e logística de operações de jogo terão de ser renegociadas em prazos apertados;
- Impacto financeiro para os clubes, entre obras de adaptação e eventuais rendas de utilização de outros recintos;
- Possível perda de vantagem competitiva por jogar fora do recinto habitual e de rotinas da equipa.
Para as autoridades locais e promotores de eventos desportivos, a situação coloca desafios na calendarização e nos licenciamentos, caso haja necessidade de obras de adaptação para cumprir normas de segurança, transmissão televisiva e fluxos de público.
| Recinto | Capacidade (lugares) |
|---|---|
| Dragão Arena (FC Porto) | 2.000 |
| Pavilhão Fidelidade (Benfica) | 2.400 |
| Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos | 3.870 |
| Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada | Alternativa indicada (capacidade não especificada na fonte) |
O desenrolar destes processos depende das decisões formais dos clubes e das verificações técnicas exigidas pela FIBA. No caso do FC Porto, a opção pela adaptação do Dragão Arena, se concretizada, evitaria deslocações para além do concelho do Porto; caso contrário, Matosinhos surge como solução imediata e com capacidade superior ao mínimo estipulado. Ao Benfica caberá escolher entre alternativas fora de Lisboa que satisfaçam as condições regulamentares.
Para os adeptos da região Norte, a eventual transferência de jogos para Matosinhos representa uma solução relativamente próxima, mas ainda assim implica alterações logísticas e de bilhética. As direções dos clubes terão de comunicar com antecedência as decisões finais, para permitir que os sócios se possam organizar.
Até que haja confirmações oficiais sobre obras ou cedência de recintos, mantém-se a incerteza sobre onde irão decorrer os embates da Liga dos Campeões envolvendo as equipas portuguesas, numa matéria que cruza requisitos internacionais com a capacidade infraestrutural dos clubes.