Clube do Porto exige apuramento de responsabilidades
O FC Porto formalizou uma exposição junto da Federação Portuguesa de Futebol relativamente ao estado do relvado do Estádio Cidade de Coimbra, onde se realizou o jogo da Supertaça perdido em discordância quanto às condições do terreno. A iniciativa surge após protestos antecedentes ao encontro e depois da confirmação de uma lesão sofrida por um jogador do plantel.
Antes da partida, treinadores e jogadores dos dragões tinham manifestado preocupação com o que consideraram condições inadequadas do tapete verde. Essas inquietações ganharam razão quando o defesa-central Bednarek sofreu um estiramento de grau I no ligamento lateral interno do joelho direito, lesão que o clube liga ao estado do relvado e que motivou a exposição formal junto da FPF.
"O estado do relvado não representava risco para os jogadores", consta no parecer da RED, datado de 31 de julho.
A empresa responsável pela manutenção do relvado, a RED, emitiu um parecer a 31 de julho assegurando que o terreno não oferecia risco e que esteve a monitorizar a relva desde o início de julho. Ainda assim, o FC Porto pretende que a Federação esclareça responsabilidades e examine as circunstâncias que levaram à queixa e à lesão do jogador.
- Reclamação oficial: exposição apresentada pelo FC Porto à FPF.
- Parecer técnico: documento da RED datado de 31 de julho.
- Lesão: estiramento de grau I no joelho direito do defesa Bednarek.
O episódio levanta questões práticas para a autoridade de organização das competições: quais os critérios de avaliação e aceitação dos relvados, como são ponderados os sinais de alerta vindos das equipas e que procedimentos disciplinares ou compensatórios podem ser accionados quando uma lesão ocorre em contexto de contestação prévia das condições de jogo.
| Elemento | Registo |
|---|---|
| Parecer da RED | 31 de julho |
| Monitorização do relvado | Desde o início de julho |
| Lesão reportada | Estiramento de grau I (Bednarek) |
Para os habitantes do Porto e adeptos do clube, este processo influencia não só o acompanhamento médico e desportivo do jogador afectado como também a percepção sobre a segurança e a equidade nas competições nacionais. A FPF terá de decidir se abre investigação, se aceita a exposição do FC Porto e que medidas — preventivas ou compensatórias — são aplicáveis para evitar repetição de situações similares.
As próximas comunicações oficiais da Federação e do próprio clube serão determinantes para clarificar eventuais consequências disciplinares ou financeiras decorrentes desta queixa.