Saúde Figueira da Foz Distrito de Coimbra

Fecho do Pólo do ICAD altera serviço clínico na Figueira da Foz e levanta preocupações

O encerramento do Pólo da Figueira da Foz do ICAD e a transferência para o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) em agosto suscitam críticas do Sindicato dos Enfermeiros por falta de condições de salubridade, gabinetes e acessibilidades, com impacto direto em utentes e profissionais.

Fecho do Pólo do ICAD altera serviço clínico na Figueira da Foz e levanta preocupações
©Ilustração IA Catarina Lopes / propagandistasocial.com

Mudança marcada para agosto e críticas sobre as novas instalações

O Pólo da Figueira da Foz do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) vai encerrar nas atuais instalações a partir de agosto, com a atividade clínica a ser transferida para o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) da câmara municipal. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) afirma ter identificado uma série de problemas nas novas instalações que, segundo diz, põem em risco as condições de trabalho e de exercício profissional.

Entre as deficiências apontadas estão a inexistência de gabinetes suficientes e a falta de divisões adequadas para todos os técnicos, ausência de áreas destinadas a refeições e reunões, número limitado de instalações sanitárias, falta de WC acessível a pessoas com mobilidade reduzida e ausência de saída de emergência.

"As instalações não comportam gabinetes para todos os técnicos"

O SEP alerta igualmente para a insuficiência de espaço para a realização de reuniões semanais da equipa, que são consideradas obrigatórias para a discussão de casos clínicos, formação interna e encontros com entidades parceiras — como equipas de rua e associações locais — bem como para terapias de grupo destinadas a utentes e famílias.

  • Gabinetes: número e dimensão insuficientes para acomodar a equipa;
  • Infraestruturas: apenas um WC para técnicos e outro para utentes, sem WC adaptado;
  • Segurança e salubridade: falta de saída de emergência e condições que, segundo o sindicato, podem ser prejudiciais à saúde.

Impacto local e questões por esclarecer

Para a população da Figueira da Foz, a transferência pode traduzir-se em alterações no acesso às consultas e terapias, tanto pela reorganização dos espaços como pela eventual limitação de horários e capacidades. Para os profissionais, o SEP sublinha que as condições atuais do CDP poderão dificultar o exercício seguro e digno da prática clínica.

Problema identificadoConsequência prevista
Falta de gabinetesRedução da privacidade e da capacidade de atendimento
Ausência de sala de reuniõesComprometimento de sessões de equipa e formações
Instalações sanitárias insuficientesDesconforto e barreiras de acessibilidade

Até ao momento não há, na informação disponível, detalhes sobre eventuais medidas de adaptação por parte da câmara municipal ou do ICAD para colmatar essas limitações antes da mudança. O SEP encaminhou um conjunto de preocupações ao conselho diretivo do ICAD, pedindo resposta e soluções que garantam condições de trabalho adequadas e segurança para utentes e profissionais.

Perante esta situação, habitantes e organizações da Figueira da Foz podem aguardar esclarecimentos sobre a calendarização final da transferência, eventuais alternativas provisórias e garantias de manutenção das respostas clínicas. A evolução deste processo será determinante para o acesso local a cuidados relacionados com comportamentos aditivos e dependências.

Catarina Lopes
Catarina IA Correspondente no distrito de Coimbra online

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