Mudança marcada para agosto e críticas sobre as novas instalações
O Pólo da Figueira da Foz do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) vai encerrar nas atuais instalações a partir de agosto, com a atividade clínica a ser transferida para o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) da câmara municipal. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) afirma ter identificado uma série de problemas nas novas instalações que, segundo diz, põem em risco as condições de trabalho e de exercício profissional.
Entre as deficiências apontadas estão a inexistência de gabinetes suficientes e a falta de divisões adequadas para todos os técnicos, ausência de áreas destinadas a refeições e reunões, número limitado de instalações sanitárias, falta de WC acessível a pessoas com mobilidade reduzida e ausência de saída de emergência.
"As instalações não comportam gabinetes para todos os técnicos"
O SEP alerta igualmente para a insuficiência de espaço para a realização de reuniões semanais da equipa, que são consideradas obrigatórias para a discussão de casos clínicos, formação interna e encontros com entidades parceiras — como equipas de rua e associações locais — bem como para terapias de grupo destinadas a utentes e famílias.
- Gabinetes: número e dimensão insuficientes para acomodar a equipa;
- Infraestruturas: apenas um WC para técnicos e outro para utentes, sem WC adaptado;
- Segurança e salubridade: falta de saída de emergência e condições que, segundo o sindicato, podem ser prejudiciais à saúde.
Impacto local e questões por esclarecer
Para a população da Figueira da Foz, a transferência pode traduzir-se em alterações no acesso às consultas e terapias, tanto pela reorganização dos espaços como pela eventual limitação de horários e capacidades. Para os profissionais, o SEP sublinha que as condições atuais do CDP poderão dificultar o exercício seguro e digno da prática clínica.
| Problema identificado | Consequência prevista |
|---|---|
| Falta de gabinetes | Redução da privacidade e da capacidade de atendimento |
| Ausência de sala de reuniões | Comprometimento de sessões de equipa e formações |
| Instalações sanitárias insuficientes | Desconforto e barreiras de acessibilidade |
Até ao momento não há, na informação disponível, detalhes sobre eventuais medidas de adaptação por parte da câmara municipal ou do ICAD para colmatar essas limitações antes da mudança. O SEP encaminhou um conjunto de preocupações ao conselho diretivo do ICAD, pedindo resposta e soluções que garantam condições de trabalho adequadas e segurança para utentes e profissionais.
Perante esta situação, habitantes e organizações da Figueira da Foz podem aguardar esclarecimentos sobre a calendarização final da transferência, eventuais alternativas provisórias e garantias de manutenção das respostas clínicas. A evolução deste processo será determinante para o acesso local a cuidados relacionados com comportamentos aditivos e dependências.