Operação conjunta para prevenção e vigilância
Durante a primeira semana de Julho de 2026, o Comando Operacional da Madeira (COM) das Forças Armadas levou a cabo missões nocturnas de monitorização e vigilância de incêndios com recurso a veículos aéreos não tripulados (drones). As operações concentraram-se nos concelhos da Ribeira Brava e de Câmara de Lobos, em coordenação com o Comando Regional de Operações de Socorro do Serviço Regional de Proteção Civil.
As ações, integradas no Plano Operacional de Combate a Incêndios Rurais 2026 (POCIR26), decorreram nos dias 3, 4, 5 e 7 de julho e envolveram equipamento com sensores capazes de operar em condições de baixa luminosidade e em modo térmico, o que permite detetar focos activos e monitorizar áreas vastas durante a noite.
Características técnicas dos aparelhos
Os sistemas empregados pertencem à família DJI Matrice 300 RTK, referenciados no COM como unidades PRT929 e PRT938 e já ao serviço desde 2020. Estas plataformas são descritas como de dimensão média, quadricópteros, com capacidades específicas para missões de vigilância e reconhecimento.
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Modelo | DJI Matrice 300 RTK |
| Sensores | Electro-óptico Zenmuse H20N (visão nocturna, térmica e telemetria laser) |
| Tempo de voo máximo | 55 minutos |
| Alcance rádio | até 15 km |
| Dimensão diagonal | 89,5 cm |
| Peso máximo à descolagem | 9 kg |
"Real-Time Kinematic"
Além das capacidades de zoom e de grande angular, os aparelhos operam em modos nocturnos e infra-vermelho, elementos úteis para detectar pontos de calor e apoiar a decisão operacional durante as horas sem luz natural.
Coordenação e comando
O COM, órgão de natureza conjunta dependente do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, assegurou o planeamento e o comando das missões sob a liderança do Major-General Lopes da Silva, sediado no Funchal. As operações foram realizadas em articulação com a estrutura regional de proteção civil, reforçando a vigilância preventiva em zonas consideradas de maior risco.
- Missões nocturnas realizadas nos dias 3, 4, 5 e 7 de julho.
- Áreas focalizadas: Ribeira Brava e Câmara de Lobos.
- Meios: drones Matrice 300 RTK com sensores térmicos e nocturnos (PRT929, PRT938).
Para os residentes, a presença destes meios traduz-se em maior capacidade de detecção precoce de incêndios e em reforço da vigilância noturna, quando a visibilidade humana e a tarefa dos meios aéreos tripulados são mais limitadas. O recurso a drones permite também recolher informação contínua sobre a evolução de focos e fornecer dados que apoiam a articulação entre forças militares e meios civis de socorro.
O COM tinha, em 2025, um inventário referido de 12 sistemas aéreos não tripulados (SANT) na Região Autónoma da Madeira, dos quais pelo menos dois foram mobilizados nestas ações. As missões integraram-se no esforço anual de prevenção e combate a incêndios rurais, que combina meios humanos, terrestres e aéreos para proteger populações e património florestal.
As autoridades regionais apelam à colaboração da população para reduzir comportamentos de risco nesta época do ano e lembram que a vigilância activa e a denúncia atempada de incidentes são complementares às capacidades tecnológicas agora empregues.