Fundo internacional para florestas tropicais acelera captação de recursos
O Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), coordenado por André Aquino, especialista em gestão florestal, já mobilizou recursos significativos para a preservação das matas tropicais. A iniciativa, formalizada na COP30 e conduzida por um consórcio de 12 países, conseguiu até ao momento reunir US$ 6,7 mil milhões e traçou um plano para alcançar US$ 10 mil milhões até ao final do ano, com uma meta a mais longo prazo de pelo menos US$ 25 mil milhões.
O TFFF apresenta‑se como um instrumento financeiro internacional destinado a canalizar verbas para medidas de conservação e redução do desmatamento. Na génese do fundo esteve um esforço técnico e diplomático que envolveu equipas de diferentes áreas e países, e exige uma conjugação de conhecimentos em finanças, diplomacia e ecossistemas florestais — competências que, segundo a informação disponível, André Aquino aportou enquanto coordenador.
- O fundo foi anunciado e aprovado na COP30, realizada em Belém.
- Meta intermédia: US$ 10 mil milhões até ao fim do ano.
- Meta a longo prazo: pelo menos US$ 25 mil milhões para preservação de florestas tropicais.
- Participação multilateral: 12 países envolvidos no consórcio que estrutura o fundo.
Contexto e desafios
O lançamento do TFFF surge num cenário em que as conferências climáticas da ONU têm tido avanços asymétricos, mas onde instrumentos de financiamento inovadores podem representar um ponto de viragem para a conservação florestal. A eficácia do fundo depende, para além da capacidade de angariação, da definição clara de mecanismos de incentivo e fiscalização que efetivem a transferência de recursos para ações no terreno — desde a proteção de territórios comunitários até ao apoio a políticas públicas que reduzam pressões sobre os ecossistemas.
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Montante angariado até agora | US$ 6,7 mil milhões |
| Objetivo até fim do ano | US$ 10 mil milhões |
| Meta a longo prazo | US$ 25 mil milhões |
| Países envolvidos | 12 |
O sucesso do TFFF terá implicações diretas na capacidade global de travar o desmatamento e conservar serviços ecossistémicos essenciais, como a manutenção de biodiversidade e a capacidade de sequestro de carbono. Ainda que o montante já captado seja significativo, há um largo caminho até às metas anunciadas, e a operacionalização do fundo exigirá transparência, mecanismos de monitorização rigorosos e articulação com iniciativas locais e regionais.
André Aquino, com formação e experiência em gestão florestal e em direito ambiental, assumiu uma coordenação que, segundo a nota de apresentação, reuniu técnicos e diplomatas em torno da proposta. O desafio agora é transformar capital comprometido em resultados concretos de conservação e redução de emissões associadas ao desflorestamento.
Para além do impacto imediato nas regiões tropicais, a existência de um fundo com ambição financeira e multilateral como o TFFF pode também influenciar políticas públicas, mercados voluntários de carbono e o desenho de instrumentos de cooperação internacional, áreas nas quais Portugal e a União Europeia acompanham desenvolvimentos e poderão identificar pontos de convergência para ação conjunta.