O Funicular dos Guindais, equipamento histórico que liga a Ribeira à zona da Batalha, vai estar encerrado por tempo indeterminado a partir de sábado, 18 de julho, anunciou a STCP Serviços. O corte de exploração deve-se à necessidade de realizar trabalhos de manutenção destinados a preservar a segurança e o bom funcionamento do sistema.
Motivo e âmbito da intervenção
Em comunicado enviado à Lusa, a empresa responsável pela exploração e conservação do funicular explicou que as intervenções são necessárias para assegurar a «segurança, fiabilidade e bom funcionamento» do equipamento. Não foi, porém, indicado um prazo estimado para a reabertura nem detalhados os trabalhos precisos que serão efetuados.
“Esta intervenção visa assegurar a correta manutenção do equipamento, garantindo a sua segurança, fiabilidade e bom funcionamento”.
O anúncio surge menos de três meses depois de o funicular ter regressado à atividade na sequência de uma fase de obras anterior. Entre novembro de 2023 e abril de 2024 o serviço esteve suspenso para uma intervenção que incluiu, entre outros trabalhos, a renovação das cabines.
Impacto local e alternativas
O fecho do funicular afeta tanto moradores como visitantes que utilizam a ligação entre a Ribeira e a Batalha. Para além do atraso nos percursos turísticos, a indisponibilidade do equipamento pode aumentar a procura por transportes de superfície e trajetos pedonais com desníveis acentuados.
- Data de início do encerramento: 18 de julho
- Duração: indeterminada
- Fecho anterior: novembro de 2023 a abril de 2024
A STCP Serviços não indicou substituições específicas do serviço, pelo que utilizadores devem consultar os canais oficiais da empresa para informação atualizada sobre percursos alternativos, horários de autocarros e eventuais medidas temporárias de apoio à circulação.
O Funicular dos Guindais, na sua configuração mais recente, está aberto ao público desde 2004, mas o seu antecessor data de 1891, tendo deixado de circular dois anos depois na sequência de um acidente. A nova paragem volta a levantar preocupações sobre a conservação de um património de relevância para a mobilidade urbana e para o apelo turístico do Porto.
As autoridades e a STCP Serviços deverão ser contactadas para esclarecer calendário de obras e medidas de mitigação: a atualização sobre o progresso das intervenções será determinante para moradores, comerciantes e operadores turísticos da área.