Furtos continuam a marcar o distrito
O distrito de Setúbal figura entre as zonas do país mais atingidas pelo furto de catalisadores: em 2025 foram contabilizados 465 destes crimes a nível nacional, dos quais o Comando Distrital de Setúbal corresponde a 10% das ocorrências, segundo o balanço divulgado pela Polícia de Segurança Pública (PSP).
Os dados revelam que quase metade dos furtos de catalisadores (48%) ocorreram no Comando Metropolitano de Lisboa, com Setúbal logo a seguir na lista de locais mais afetados. No conjunto da criminalidade automóvel, a PSP registou 5.632 ocorrências em 2025 — um acréscimo de 3% face a 2024 —, categoria que inclui furtos e roubos de viaturas, além de apreensões de máquinas industriais e agrícolas.
Investigação e suspeitos
A investigação policial identificou 237 suspeitos ligados a furtos de catalisadores, refletindo a natureza complexa e, por vezes, organizada deste tipo de crime. A PSP sublinha que a criminalidade automóvel costuma estar associada a redes que utilizam os veículos e as peças furtadas como suporte para outras atividades ilícitas.
- Ocorrências totais (2025): 5.632
- Furtos de catalisadores: 465
- Suspeitos identificados: 237
- Percentagem em Setúbal: 10%
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Recuperação de veículos (2025) | 66% |
| Queda do valor global dos furtos | -16% |
Apesar do aumento no número de ocorrências, o relatório aponta para uma redução de 16% no valor global dos bens subtraídos em relação a 2024, o que sugere que os objetos roubados tiveram, em média, menor valor económico. Paralelamente, a eficácia das investigações melhorou: a taxa de recuperação de veículos furtados passou de 62% em 2024 para 66% em 2025, o melhor resultado desde a criação da Unidade Nacional de Investigação de Criminalidade Automóvel (UNICA), em 2019.
Impacto local e medidas práticas
Para moradores e empresários do distrito, os furtos de catalisadores implicam custos diretos com reparações e seguros, bem como efeitos indiretos na sensação de segurança pública. Oficinas, transportadoras e proprietários de viaturas são os mais expostos, sobretudo nos concelhos com maior circulação rodoviária e zonas industriais.
A recomendação das autoridades para reduzir a exposição inclui medidas preventivas simples, como estacionar em locais iluminados e vigiados, instalar sistemas de fixação reforçada do catalisador ou alarmes que alertem para manipulação do veículo. A cooperação entre polícias e a denúncia atempada também continuam a ser elementos determinantes para a investigação e recuperação de bens.
Hugo Palma
Correspondente do Propagandista Social no distrito de Setúbal