Decisão central desbloqueia obra estruturante em Rio Tinto
O Governo declarou oficialmente a construção da Via Nordeste como sendo de «imprescindível utilidade pública», numa medida publicada em Diário da República que permite avançar com a obra interrompida desde 2022. A via fará a ligação entre a rotunda de Rebordãos (EN 12-1) e a Rua da Granja, em Rio Tinto, e representa um investimento estimado em €8.000.000.
A suspensão dos trabalhos, que perdurava há quatro anos, deveu-se sobretudo à necessidade de autorização para o abate de um conjunto de sobreiros. A falta dessa autorização impediu a conclusão de uma infraestrutura considerada essencial para uma das freguesias mais populosas do concelho.
O despacho que aprova a declaração de utilidade pública foi assinado pelos secretários de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Rodrigues Regalado, do Ambiente, João Manuel do Amaral Esteves, e das Florestas, Rui Miguel Ladeira Pereira. A medida pretende acelerar os procedimentos administrativos que travavam o reinício da obra.
«de imprescindível utilidade pública a construção da Via Nordeste»
Para a população de Gondomar, e em particular para os utentes e residentes de Rio Tinto, a conclusão da Via Nordeste promete reduzir constrangimentos de trânsito locais, melhorar ligações viárias e potenciar a circulação em áreas densamente urbanizadas. Ao mesmo tempo, a solução levanta questões ambientais e de ordenamento do território relativas às árvores que terão de ser suprimidas.
- Investimento previsto: €8.000.000
- Obra suspensa desde: 2022
- Intervenção administrativa: declaração de utilidade pública, publicada em Diário da República
| Item | Dados |
|---|---|
| Data da publicação | 9 de julho de 2026 |
| Investimento | €8.000.000 |
| Obra suspensa desde | 2022 |
O dossier inclui ainda a necessidade de abate de sobreiros para a concretização da via – uma operação que motivou queixas e reclamações junto da Câmara Municipal de Gondomar. O equilíbrio entre a infraestrutura rodoviária e a preservação arborícola continuará a ser um ponto sensível enquanto se definem os próximos passos técnicos e de execução.
A declaração de utilidade pública deverá acelerar a tramitação das autorizações faltantes e viabilizar o reinício dos trabalhos. Resta saber o calendário concreto para a retoma da obra e as medidas de compensação ambiental e paisagística que serão aplicadas. Os habitantes e as juntas de freguesia implicadas estarão atentos às comunicações da Câmara de Gondomar e às próximas decisões do Instituto e das entidades ambientais envolvidas.