Festa na cidade: programação e tradição no centro histórico
As Gualterianas voltam a ocupar o centro de Guimarães entre 24 de julho e 3 de agosto, numa edição que conjuga música contemporânea, manifestações do património imaterial e iniciativas para diferentes faixas etárias. Ao longo de 11 dias, os espaços públicos da cidade recebem concertos, actividades de rua, artesanato e momentos religiosos, mantendo o traço identitário que distingue estas festas.
Entre os destaques musicais está a presença de artistas nacionais que atuarão no Largo do Toural, com nomes anunciados como Bárbara Bandeira, Dillaz e os GNR. A entrada para a maioria dos eventos é gratuita, sendo apenas a bancada para a Marcha Gualteriana sujeita a bilhete pago, o que permite o acesso amplo da população a grande parte da programação.
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Datas | 24 jul – 3 ago |
| Duração | 11 dias |
| Expositores na Feira de Artesanato | 49 |
| Comemoração | 120 anos da Casa da Marcha |
As tradições marcam presença com o Festival Internacional de Folclore, encontros de bombos e concertinas, cantares ao desafio, feira de gado, desfile de charretes antigas e o regresso da corrida de cavalos. A Majestosa Procissão de São Gualter figura entre os momentos de maior significado religioso e simbólico para a comunidade.
- Programa musical no Largo do Toural com artistas nacionais;
- Atividades tradicionais: folclore, bombos, cantares ao desafio, corrida de cavalos;
- Feira de Artesanato com 49 expositores e exposição integrada na Capital Verde Europeia 2026.
A XXVIII Feira de Artesanato reunirá 49 expositores de várias regiões, oferecendo uma mostra que também beneficia o comércio local e o turismo. Paralelamente, a exposição "Memórias da Paisagem", integrada na iniciativa Guimarães Capital Verde Europeia 2026, pretende alargar o foco das festas para a componente ambiental e patrimonial.
Para os vimaranenses, as Gualterianas são um momento de encontro e reforço das tradições coletivas, mas também representam um estímulo económico para sectores como a restauração, o comércio tradicional e a hotelaria. A organização sublinha que a maior parte das iniciativas é de acesso gratuito, o que favorece a participação popular. Apenas a visualização sentada da Marcha Gualteriana exige lugar pago, mantendo assim a tradição com gestão de público.
Do ponto de vista logístico, o regresso das festas ao centro histórico implicará condicionamentos de trânsito e ocupação de espaços públicos que a Câmara e os organizadores deverão divulgar com antecedência. A conjugação de espetáculos populares e atos religiosos faz das Gualterianas um programa híbrido, destinado tanto a residentes como a visitantes que procuram a experiência cultural e identitária de Guimarães.