Hospital de Portalegre reforça resposta a possíveis envenenamentos por víbora‑cornuda
O Hospital de Portalegre dispõe agora de soro antiveneno adequado ao tratamento de mordeduras da víbora‑cornuda (Vipera latastei), a única serpente venenosa conhecida no Alto Alentejo. A medida, promovida pela Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, pretende reforçar a capacidade de resposta clínica da região e acompanha uma ronda de sessões informativas dirigidas às populações dos concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Serra de São Mamede.
Segundo a informação disponibilizada no programa Ambiente em FM, José Janela, da associação ambiental Quercus, destacou que a presença do soro não deve gerar alarmismo: as ocorrências de mordeduras continuam a ser extremamente raras. Ainda assim, a disponibilidade do antídoto traduz uma melhoria na preparação para incidentes de saúde pública que, quando ocorrem, exigem intervenção rápida e adequada.
A víbora‑cornuda é descrita como um animal de pequeno porte, geralmente com menos de 70 centímetros, e distinta por uma cabeça triangular, por uma faixa dorsal em ziguezague e por uma pequena protuberância no focinho que lhe dá o nome comum. Habita preferencialmente zonas pedregosas e matos densos, locais onde se camufla e evita o contacto com pessoas.
As mordeduras verificam‑se quase exclusivamente em situações de acidente — por exemplo quando o animal é pisado sem ser visto ou quando alguém tenta capturá‑lo ou manuseá‑lo. Para reduzir o risco, as sessões de esclarecimento promovidas pela Unidade Local de Saúde e por parceiros locais procuram também desmistificar preconceitos e dar orientações práticas à população.
- Instituição envolvida: Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (Hospital de Portalegre).
- Organizações associadas: Quercus (participação de José Janela no programa).
- Concelhos onde decorreram ações de esclarecimento: Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Arronches.
Do ponto de vista prático, a presença do soro no Hospital de Portalegre significa que os utentes da região não terão de ser transferidos para centros distantes em caso de envenenamento por esta espécie, reduzindo o tempo até ao tratamento específico. Apesar disso, a prioridade das autoridades de saúde e ambientais mantém‑se na prevenção: evitar contacto com serpentes, usar calçado adequado em caminhadas por terrenos pedregosos e não tentar manipular répteis.
| Elemento | Informação |
|---|---|
| Espécie | Vipera latastei (víbora‑cornuda) |
| Local de intervenção | Hospital de Portalegre |
| Concelhos com sessões | Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Arronches |
| Tamanho habitual | menos de 70 cm |
A informação disponibilizada pela Quercus e pela Unidade Local de Saúde sublinha ainda o papel ecológico da víbora‑cornuda no controlo de pequenas presas e na manutenção do equilíbrio dos habitats onde vive. Para os residentes e visitantes do Alto Alentejo, a combinação de preparação clínica e educação ambiental pretende reduzir tanto o risco de incidentes como os receios infundados sobre a presença desta espécie no território.
Os interessados em aceder às sessões informativas ou obter mais esclarecimentos devem contactar as entidades locais de saúde e as câmaras municipais dos concelhos envolvidos. Em caso de suspeita de mordedura por serpente, recomenda‑se procurar imediatamente assistência médica.