Património local reaproxima gerações na Igreja das Chagas
A Santa Casa da Misericórdia de Lamego assinalou a abertura ao público da Igreja das Chagas no âmbito das iniciativas ligadas ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, permitindo aos lamecenses visitar um dos marcos mais notáveis do património religioso da cidade. A iniciativa procurou conjugar salvaguarda patrimonial e oferta cultural dirigida à comunidade.
A abertura permitiu o acesso a quem normalmente não entra no templo, com especial enfoque nas crianças da Catequese da Paróquia de Avões e nos utentes do Centro de Acolhimento Temporário (CAT). Para esses grupos, a Misericórdia organizou um peddy-paper cultural que testou conhecimentos sobre a antiga casa religiosa feminina de Lamego e sobre a própria Igreja, única estrutura que permanece do antigo Convento das Chagas.
- Visitação pública à Igreja das Chagas, com enquadramento histórico;
- Atividade educativa (peddy-paper) dirigida a crianças da catequese;
- Inclusão social envolvendo o CAT e acolhimento orientado pelo pessoal da Misericórdia.
A ação contou com a presença do Provedor António Carreira, evidenciando o papel ativo da instituição na promoção e preservação do património local. Classificada como Monumento de Interesse Público, a Igreja das Chagas integra um conjunto de valores arquitetónicos e devocionais que testemunham séculos de presença da Misericórdia na vida religiosa e social de Lamego.
| Elemento | Informação |
|---|---|
| Instituição | Santa Casa da Misericórdia de Lamego |
| Monumento | Igreja das Chagas (Monumento de Interesse Público) |
| Participantes destacados | Catequese da Paróquia de Avões, Centro de Acolhimento Temporário, Provedor António Carreira |
Para os moradores de Lamego, a iniciativa representou uma oportunidade de contacto direto com um bem que sintetiza parte da história religiosa feminina na cidade — a presença das clarissas — e que raramente está disponível para visitas guiadas. A combinação de visita, explicação histórica e atividades lúdico-pedagógicas contribui para a transmissão intergeracional do conhecimento sobre o património local e para a inclusão social dos participantes mais vulneráveis.
Em termos práticos, este tipo de ações reforça a visibilidade do património municipal e sublinha a responsabilidade das instituições locais na sua conservação e fruição pública. A continuidade de iniciativas semelhantes poderá beneficiar programas educativos locais e potenciar a integração de bens patrimoniais na vida quotidiana da comunidade lamecense.