Centenas de profissionais continuam mobilizados na Grécia para combater um surto de incêndios que tem atingido várias regiões do país e ameaçado áreas habitadas e turísticas. As equipas de socorro enfrentam condições meteorológicas extremas — com ondas de calor e vendavais — que têm dificultado a acção terrestre e aéreas dos meios de combate.
Recursos e frentes ativas
Segundo o ministério da Defesa Civil, cerca de quase 500 bombeiros estavam a combater incêndios numa área situada aproximadamente 70 quilómetros a noroeste de Atenas, onde um popular balneário em Porto Germeno corre risco. Equipas de França e da Roménia foram destacadas para apoiar os esforços.
- 60 incêndios florestais e agrícolas deflagraram nas últimas 24 horas, de acordo com o departamento de Proteção Civil.
- Quase 100 bombeiros combatem um fogo em Aigialia, no norte do Peloponeso.
- Outros 64 agentes estão empenhados numa frente em Fócida, na Grécia central.
Condicionantes que complicam o combate
O ministro da Defesa Civil, Evangelos Tournas, descreveu as circunstâncias como extremamente difíceis, acrescentando que a turbulência gerada pelos ventos tem impossibilitado, em muitos casos, o reabastecimento de água das aeronaves ou o lançamento eficaz sobre as chamas. O porta‑voz adjunto da corporação, Yiannis Artopios, afirmou ainda que o vento estava tão forte que os bombeiros no terreno por vezes não conseguiam abrir as portas dos seus veículos.
“[São] condições extremamente difíceis, resultando em muitos casos em que as aeronaves não conseguem coletar água ou não conseguem lançá-la [sobre as chamas] devido à turbulência extrema”, disse Tournas.
Impacto sobre pessoas e bens
Há relatos de casas e propriedades destruídas nas proximidades de Porto Germeno; um residente que ajudou no socorro indicou que, embora não tivesse conhecimento de vítimas mortais, muitas habitações foram queimadas. A presença de fumo permaneceu intensa na região, segundo observações locais.
Contexto climático
Especialistas vinculam a maior frequência e intensidade de vagas de calor e condições favoráveis à propagação de fogos às alterações climáticas, apontando como causas principais a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. O episódio na Grécia acontece num quadro em que diferentes pontos do país registam elevado risco de incêndio, incluindo a área metropolitana de Atenas, Beócia e a ilha de Eubeia, que estiveram perto do nível máximo de alerta.
| Local | Agentes no terreno |
|---|---|
| Região a NW de Atenas (Porto Germeno) | Quase 500 |
| Aigialia (Norte do Peloponeso) | Quase 100 |
| Fócida (Grécia central) | 64 |
Perante a multiplicidade de frentes, a mobilização internacional e as dificuldades operacionais associadas a vento e calor, a contenção total dos incêndios depende ainda da estabilização meteorológica. As autoridades mantêm níveis elevados de vigilância enquanto decorrem as operações de socorro e de protecção das populações ameaçadas.