O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) atravessa uma fase de expansão, com o seu presidente a sublinhar avanços na oferta formativa e a apelar a mais reconhecimento para a instituição e para o concelho da Guarda. Natural de Vila do Touro, concelho do Sabugal, Joaquim Brigas, de 47 anos e doutorado em Publicidade e Relações Públicas, fez um balanço do percurso iniciado em 2019 e traçou objectivos até ao término do seu segundo mandato, em setembro de 2027.
Transformação da oferta e resposta ao mercado
Segundo o diagnóstico apresentado, o IPG deixou para trás um período em que a instituição se mantinha estagnada, com pouco mais de 2 000 alunos e sem a abertura de novos cursos de licenciatura durante uma década. A estratégia seguida a partir de 2019 focalizou-se na análise das necessidades do mercado e na adaptação da oferta académica para responder a essas exigências.
O resultado traduz-se em números significativos: foram criados 11 novos cursos de licenciatura, 21 Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), 9 novos ciclos de mestrado e 3 cursos de doutoramento. Estas mudanças refletem uma aposta clara na diversificação das formações disponíveis na instituição.
| Tipo de curso | Número criado desde 2019 |
|---|---|
| Licenciaturas | 11 |
| CTeSP | 21 |
| Mestrados | 9 |
| Doutoramentos | 3 |
"Temos que bater o pé e reivindicar para a Guarda e para o IPG a centralidade que merecem"
Alojamento e impacto local
Para fazer face ao crescimento de estudantes e consolidar a atracção de novos candidatos, a direcção do IPG manifestou a ambição de criar cerca de 300 novas camas destinadas ao acolhimento estudantil. Esta proposta tem implicações directas no mercado local de arrendamento, na economia da cidade e na logística das famílias que procuram colocação para estudantes.
O reforço da oferta formativa e do alojamento pode ainda potenciar a fixação de jovens na região, estimular serviços locais e criar procura por atividades culturais e de lazer associadas à comunidade académica. A concretização destas metas depende, porém, de apoios institucionais e de uma estratégia concertada com as autarquias e agentes privados.
Consequências práticas e próximos passos
Para os residentes e potenciais alunos do distrito, as mudanças significam maior variedade de cursos disponíveis na Guarda e perspetiva de melhoria nas condições de alojamento. Entre os pontos de atenção para os próximos anos estão:
- avaliação da execução do plano de camas e os prazos previstos;
- articulação do IPG com o mercado de trabalho local para consolidar empregos locais;
- continuidade na adaptação da oferta formativa às necessidades regionais.
Com o mandato a terminar em setembro de 2027, a administração do IPG tem ainda pouco mais de um ano para traduzir em actos as ambições enunciadas. A reivindicação por maior centralidade para a Guarda reflete uma preocupação mais ampla: que os investimentos em ensino superior se convertam em benefícios concretos para a população e para o desenvolvimento do território.