Parques temporários para a madeira
O município de Leiria promove a criação de cinco parques temporários destinados a acolher a madeira derrubada pela tempestade Kristin, com uma capacidade total de armazenamento de cerca de 60 000 toneladas. A autarquia anunciou que pretende ter em funcionamento, já em agosto, quatro desses espaços, recorrendo a equipamentos e infraestruturas específicas para preservar a qualidade do material lenhoso.
Os parques serão distribuídos por diferentes pontos do concelho: Monte Redondo, Barreira, Azabucho, Caranguejeira e Milagres. O parque da Barreira encontra-se já concluído; outros três deverão estar operacionais em agosto e o da Caranguejeira só será finalizado em setembro, devido à complexidade orográfica do local.
| Local | Estado previsto |
|---|---|
| Barreira | Pronto |
| Monte Redondo, Azabucho, Milagres | Operacionais em agosto (previsto) |
| Caranguejeira | Operacional em setembro (face à orografia) |
Cada parque será vedado, dividido por lotes para facilitar a separação das diferentes espécies de madeira e contará com um percurso definido para a circulação de camiões. Está igualmente previsto um sistema de rega para prolongar a conservação da madeira enquanto decorrem as operações de limpeza e armazenamento.
- Capacidade total aproximada: 60 000 toneladas;
- Projetos integrados nas OIGP 2.0 (Operações Integradas de Gestão de Paisagem) financiadas pelo PRR;
- Investimento associado à OIGP de Leiria: cerca de 13,2 milhões de euros;
- Área de intervenção: aproximadamente 10 000 hectares, dos quais 1 171 hectares são considerados críticos.
O projeto insere‑se nas Operações Integradas de Gestão de Paisagem 2.0, criadas para apoiar os territórios afetados pela Kristin e financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência. No caso de Leiria, a OIGP 2.0 abrange uma vasta área e inclui intervenções florestais e de gestão de paisagem para reduzir riscos e recuperar superfícies afetadas.
Relativamente à execução das limpezas nos hectares considerados críticos, o município já encerrou o prazo para os proprietários anunciarem se assumem as intervenções. Caso não o façam, a autarquia vai fiscalizar a situação e avançar com as operações necessárias. Para as limpezas, Leiria já contratou 10 equipas e pretende ter um total de 20 equipas até setembro, altura em que prevê acelerar a execução dos trabalhos.
"em velocidade cruzeiro" — Luís Lopes
Os parques temporários e as intervenções em terreno promovem também a criação de condições para a posterior valorização e comercialização da madeira recolhida, garantindo gestão organizada do material e salvaguarda da sua qualidade até aos processos de venda ou transformação.
Para os residentes e proprietários rurais do concelho, a operacionalização destes parques representará um aumento da capacidade logística para tratar dos resíduos florestais e uma resposta institucional às consequências da tempestade, com impacto direto na segurança, prevenção de novos riscos e na economia local ligada ao setor madeireiro.