Incidência em bairro leva Câmara a preparar intervenção
Várias famílias em Águas Santas, na Maia, enfrentam uma infestação de pulgas que terá começado na habitação de uma moradora idosa na Rua Doutor Carlos Pires Felgueiras e já se estendeu a pelo menos 10 habitações adjacentes, segundo apurámos junto de fontes locais. A situação levou a autarquia a anunciar uma operação de desinfestação urgente na zona e a activar um acompanhamento multidisciplinar.
A propagação do fenómeno trouxe consequências imediatas: algumas famílias tiveram de abandonar temporariamente as suas casas e procurar abrigo junto de familiares, enquanto cresce a apreensão junto da população escolar — junto ao local da infestação funciona uma escola que se mantém com actividades de verão.
Intervenientes e passos previstos
Na quarta-feira, uma equipa da Câmara Municipal da Maia deslocou-se ao local para avaliar a situação. Também o delegado de saúde visitou a habitação da idosa envolvida no início da infestação. A autarquia informa que já iniciou o acompanhamento do caso e estabeleceu contacto com as entidades competentes para coordenar a resposta.
- Local afectado: Rua Doutor Carlos Pires Felgueiras, Águas Santas
- Habitações afectadas: pelo menos 11 (a habitação de origem + 10 adjacentes)
- Entidades envolvidas: Câmara Municipal da Maia, delegado de saúde, Ministério Público
Segundo a autarquia, falta apenas a comunicação formal do delegado de saúde para que possam avançar com os trabalhos de desinfestação na escola e na via pública envolvente. A Câmara garante estar a tomar «todas as medidas ao seu alcance» para resolver a situação e proteger a saúde pública.
Impacto local e preocupações
Os efeitos práticos desta infestação são já sentidos no dia a dia da comunidade: além de incómodo e risco de picadas para residentes, a presença de pulgas obriga a medidas de higiene e controlo que podem implicar custos e transtornos para famílias e estabelecimento escolar. A recusa da idosa em permitir desinfestação no interior da sua habitação complicou a resposta, exigindo agora a actuação das autoridades de saúde pública e, possivelmente, medidas legais para garantir a protecção coletiva.
| Item | Estado |
|---|---|
| Avaliação no terreno | Equipa da Câmara deslocada |
| Intervenção sanitária interna | Dependente de despacho formal do delegado de saúde |
| Envolvimento judicial | Relatório enviado ao Ministério Público |
Para os moradores da Maia, a prioridade será agora garantir a rápida execução das desinfestações públicas e escolares, bem como o apoio às famílias desalojadas, mantendo a vigilância sobre possíveis novos focos. A coordenação entre autarquia, saúde pública e entidades judiciais determinará a rapidez e eficácia da resposta nas próximas semanas.