Obra visa recuperar a autenticidade histórica e facilitar o acesso dos utentes
A Santa Casa da Misericórdia de Lamego aprovou um projecto de conservação e restauro da Capela da Quinta de Nossa Senhora do Pilar, com um investimento estimado em 90 000 euros. A intervenção, cujo início está previsto ainda este ano, será comparticipada em 55 000 euros pelo Fundo Rainha D. Leonor (FRDL).
“Um marco importante na preservação e valorização do património histórico e cultural.”
A capela, de estilo maneirista e associada à instituição que alberga atualmente um lar de idosos, não sofria intervenções significativas há várias décadas. O projecto abrange a totalidade do imóvel, prevendo trabalhos de conservação no interior e exterior, requalificação do altar e da cobertura.
- Recuperação da autenticidade histórica do edifício;
- Requalificação do altar e cobertura;
- Construção de rampa para acesso de pessoas com mobilidade reduzida.
A construção de uma rampa de acesso integra a obra com o objectivo de assegurar melhores condições para pessoas com mobilidade condicionada, uma preocupação com impacto directo nos utentes do lar que funciona na quinta. A instituição anunciou ainda a intenção de retomar a celebração dominical da Eucaristia no espaço, assegurando uma dinâmica religiosa renovada para residentes e equipa.
Os responsáveis da Misericórdia consideram a intervenção uma prioridade da mesa administrativa, e a formalização do apoio financeiro decorreu com a assinatura do contrato na Misericórdia de Lisboa, com a presença da vice-provedora Isabel Bandeira e do secretário Fernando Ribeiro.
| Item | Valor / Descrição |
|---|---|
| Investimento total | 90 000 euros |
| Comparticipação FRDL | 55 000 euros |
| Intervenções previstas | Conservação interior/exterior, altar, cobertura, rampa de acesso |
Para a população de Lamego, a reabilitação representa não só a preservação de um elemento do património local mas também uma melhoria concreta nas condições de vida dos idosos institucionalizados na quinta. A obra promete devolver à capela a função religiosa e comunitária que lhe é atribuída historicamente, valorizando um espaço citado pela Misericórdia como um «tesouro escondido» da instituição.