Personalidade marcante da vida cultural e cívica de Setúbal
Faleceu Arlindo Mota, uma das personalidades mais reconhecidas no panorama cultural e educativo de Setúbal. Tinha 79 anos e estava a ser vítima de uma doença prolongada, noticia a direção da Universidade Sénior de Setúbal (UNISETI). Chegou a Setúbal em 1972 e a cidade tornou‑se o centro da sua atividade profissional e intelectual.
Professor no ensino secundário e, mais tarde, no ensino superior, Arlindo Mota acumulou também a atividade de advogado e uma longa colaboração com meios de comunicação regionais e nacionais. A sua produção literária e ensaística abordou temas como o municipalismo, a democracia local, o património cultural e a identidade marítima da região.
“onde se fixou e que viria a ser o centro da sua atividade profissional e intelectual”
Foi um dos fundadores da Universidade Sénior de Setúbal e desempenhava, até ao momento do seu falecimento, funções de presidência nessa instituição. A UNISETI divulgou informação sobre a sua carreira, salientando o papel que desempenhou no desenvolvimento de iniciativas culturais e académicas locais.
- Autor de obras sobre estética, municipalismo e memória coletiva;
- Colaborador de jornais e suplementos literários regionais e nacionais;
- Dirigente de organizações culturais e dinamizador de prémios e programas de investigação sobre património.
Entre as suas obras notórias contam‑se títulos dedicados à estética contemporânea e ao estudo da democracia local no distrito de Setúbal. Ao longo das décadas construiu uma carreira jornalística e literária marcada pela diversidade temática e pela atenção à vida comunitária do concelho.
O legado de Arlindo Mota traduz‑se na criação e consolidação de espaços de formação e reflexão para a população sénior, no fomento do debate sobre o património e na promoção do conhecimento sobre a identidade local. A sua ação enquanto dirigente cultural e académico contribuiu para reforçar a oferta cultural e educativa em Setúbal, com consequências diretas para investigadores, estudantes e cidadãos que participaram nas iniciativas que liderou.
| Dados | Informação |
|---|---|
| Nascimento | 1 de dezembro de 1946 (Troviscal, distrito de Aveiro) |
| Fixação em Setúbal | 1972 |
| Idade | 79 anos |
| Funções | Presidente da UNISETI, professor, advogado, escritor e cronista |
A família e as instituições com que esteve ligado deverão anunciar nos próximos dias os detalhes sobre cerimónias e homenagens. Para a comunidade local, a sua morte representa a perda de um promotor da memória e da identidade cultural do concelho, bem como de um impulsionador de iniciativas de formação para a população sénior.
Nos próximos dias é expectável que entidades culturais, educativas e autárquicas prestem tributo público a um percurso que atravessou várias décadas de atividade. A influência do seu trabalho continua presente nas publicações, projetos e organizações que ajudou a criar e a consolidar em Setúbal.