Maior proximidade administrativa para freguesias e zonas rurais
A Câmara Municipal de Palmela apresentou esta manhã, junto da Igreja do Bairro Alentejano, na freguesia da Quinta do Anjo, a nova viatura da Loja de Cidadão Móvel. Esta iniciativa, em funcionamento desde 2013, pretende reforçar a descentralização e a qualificação do atendimento público, aumentando a capacidade de resposta junto das populações que vivem fora do centro urbano.
Segundo a autarquia, o investimento centra-se na melhoria das condições tecnológicas e operacionais da viatura, com o objetivo de alargar os serviços disponíveis e aumentar o tempo útil de atendimento em cada paragem. A viatura integra serviços municipais e também serviços da Administração Central, prestados no âmbito do protocolo com a AMA e o IRN, procurando reduzir assimetrias no acesso ao Estado.
- Serviço em funcionamento desde 2013, pioneiro a nível nacional;
- Maior tempo útil de atendimento em cada paragem e gama de serviços alargada;
- Atuação dirigida a freguesias e populações com dificuldades de mobilidade ou exclusão digital.
O executivo municipal sublinha que a nova viatura será colocada ao serviço de todas as freguesias do concelho, com especial atenção às populações mais envelhecidas ou isoladas. Para os habitantes de localidades rurais ou com mobilidade reduzida, esta solução móvel representa um meio mais direto e contínuo de aceder a serviços que, de outro modo, exigiriam deslocações até ao centro do concelho ou a outras localidades.
| Característica | Descrição |
|---|---|
| Local de apresentação | Igreja do Bairro Alentejano, Quinta do Anjo |
| Protocolos | AMA e IRN (serviços da Administração Central) |
| Objetivos | Aumentar tempo de atendimento por paragem; modernizar e descentralizar o serviço |
O projeto da Loja de Cidadão Móvel de Palmela tem percurso reconhecido internacionalmente: foi apresentado em Itália como exemplo de “Smart City Hall” e destacado no projeto europeu Periphèria, que juntou municípios de cinco países. Esse reconhecimento realça a dimensão inovadora da solução e a sua eficácia na resposta a comunidades descentralizadas.
Para os residentes, as consequências práticas são imediatas: menos deslocações para tratar de assuntos administrativos, redução das barreiras digitais para quem tem menos competências tecnológicas e um ponto de contacto estável e previsível com serviços públicos. A concretização desse objetivo depende, contudo, da calendarização das paragens e da divulgação junto das populações mais vulneráveis, medidas que a autarquia deverá continuar a promover.