Programa municipal procura garantir participação e inclusão nas atividades de tempos livres
O Município de Paredes promoveu entre 21 e 31 de julho a iniciativa «Férias Inclusivas», destinada à ocupação dos tempos livres de crianças e jovens com deficiência e/ou incapacidade do concelho. Nesta edição participaram 16 jovens com idades entre 10 e 18 anos, que foram sinalizados pelos estabelecimentos de ensino.
A autarquia integrou, pela primeira vez, este grupo numa experiência piloto do plano de atividades do OCUPA‑TE – Programa de Ocupação de Tempos Livres, permitindo que os participantes usufruíssem de uma participação adaptada nas iniciativas já previstas para os jovens do concelho.
- Participantes: 16 crianças e jovens (10–18 anos).
- Período: 21–31 de julho.
- Atividades adaptadas incluídas no programa.
Ao longo dos dias, os jovens acederam a várias atividades adaptadas. Entre as propostas estiveram passeios de gaivota e de caiaque duplo, idas à praia e à praia fluvial, piscina verde, visitas ao parque da cidade, sessões de padel, golfe adaptado, itinerários da Rota do Românico com passagem pelo Mosteiro de Cête, atividades no Multiusos de Paredes, sessões de cinema e experiências na Sala Snoezelen.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Número de participantes | 16 |
| Idades | 10–18 anos |
| Duração | 10 dias (21–31 de julho) |
"a iniciativa foi bem sucedida e permitiu aferir as condições técnicas, operacionais e organizacionais necessárias à futura implementação de respostas inclusivas"
Segundo a Câmara, esta experiência permitiu testar capacidades técnicas e logísticas essenciais para alargar, no futuro, respostas que promovam igualdade de oportunidades e reforcem a participação em contextos comunitários. A avaliação operacional obtida com o piloto servirá de base para a conceção de futuras edições ou para a integração plena de medidas inclusivas no plano municipal de tempos livres.
Para as famílias de Paredes, a iniciativa representa uma resposta concreta às necessidades de ocupação dos tempos livres destes jovens, com atividades adaptadas que conciliam lazer, socialização e acessibilidade. A sinalização feita pelas escolas revela também uma articulação entre os serviços educativos e a autarquia, componente considerada essencial para identificar os participantes e ajustar as respostas.
Nos próximos meses, espera‑se que a Câmara analise o relatório resultante desta experiência piloto e defina as condições para a replicação ou ampliação do programa, garantindo formação, meios e protocolos que assegurem a continuidade das ofertas adaptadas no concelho.