A Polícia Judiciária confirmou a detenção de um homem de 20 anos suspeito de ter ateado, de forma intencional, sete focos de incêndio numa zona agrícola de Santo Estêvão, no concelho de Chaves. Segundo o comunicado da PJ, as ignições foram provocadas com recurso a um isqueiro e algumas chamas evoluíram rapidamente, consumindo plantação de centeio.
Intervenção dos bombeiros evitou danos maiores
A pronta intervenção das corporações de bombeiros locais impediu que o fogo se propagasse à restante mancha de centeio e a outras culturas próximas, lê-se no mesmo comunicado. As autoridades destacam que a atuação dos meios de combate foi determinante para limitar a área ardida e reduzir o risco para habitações rurais adjacentes.
Dois factos essenciais sobre o caso:
- O suspeito detido em Chaves tem 20 anos e é residente numa localidade próxima da área afetada.
- O processo foi recolhido no âmbito de um inquérito que será apreciado pelo Ministério Público, tendo o detido sido encaminhado para primeiro interrogatório judicial.
"O suspeito ateou, intencionalmente, sete focos de incêndio numa zona agrícola, com recurso a um isqueiro"
Em paralelo, a PJ anunciou também a detenção de outro suspeito, em Barcelos, relacionado com incêndios naquela região, salientando um padrão de ignições em dias de calor e vento. No entanto, o caso de Chaves preocupa sobretudo pela proximidade das áreas agrícolas e pelo potencial de alastramento em período de risco.
| Local | Idade do suspeito | Alegação | Consequência imediata |
|---|---|---|---|
| Chaves (Santo Estêvão) | 20 anos | Sete focos ateados com isqueiro | Área de plantação de centeio ardida; propagação evitada |
| Barcelos | 51 anos | Ateou dois incêndios (relato da PJ) | Risco para manchas florestais e habitações |
Os habitantes rurais de Chaves são aconselhados a manter a vigilância, a evitar trabalhos de risco em dias de calor e vento e a comunicar imediatamente qualquer ignição às autoridades. Do ponto de vista processual, o detido será presente a juiz para decisão sobre medidas de coação; o inquérito conta com investigação dirigida pelo Ministério Público competente.
Esta detenção insere-se numa atuação mais ampla da PJ contra incêndios provocados, sublinhando a prioridade dada à recolha de prova indiciária e à atuação célere para proteger populações, bens e áreas agrícolas no distrito.