Operação da PJ no âmbito de inquérito do DIAP do Porto
A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, deteve esta segunda-feira dois homens, pai e filho, suspeitos de terem tentado matar duas pessoas com disparos de arma de fogo na via pública em Matosinhos. Os detidos têm 45 e 19 anos e são investigados pelos crimes de homicídio qualificado na forma tentada e detenção de arma proibida.
Segundo a PJ, os factos ocorreram na madrugada de 1 de abril, quando as vítimas foram abordadas na via pública no decurso de um conflito alegadamente relacionado com a venda de produto estupefaciente. A investigação indica que os suspeitos atuaram de forma concertada e dispararam três vezes na direção das vítimas.
“Os disparos só não atingiram as vítimas por mero acaso”, refere a investigação.
O inquérito está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto. Os detidos vão ser presentes ao primeiro interrogatório judicial, altura em que serão conhecidas as medidas de coação que lhes serão aplicadas.
- Idades dos detidos: 45 e 19 anos.
- Data do incidente: 1 de abril.
- Número de disparos apontados às vítimas: 3.
Um dos detidos, o homem de 45 anos, já registou antecedentes criminais por factos semelhantes e cumpriu pena de prisão efetiva entre 2014 e 2020, segundo a PJ. Esse historial é referido pela investigação como elemento relevante para a ação policial e para o apuramento da conduta dos suspeitos.
| Elemento | Dados |
|---|---|
| Idades dos detidos | 45 e 19 |
| Data do crime | 1 de abril |
| Disparos efetuados | 3 |
| Inquérito dirigido por | DIAP Regional do Porto |
Para os residentes de Matosinhos, o episódio sublinha a presença de violência ligada ao consumo e circulação de estupefacientes na cidade e levanta questões sobre a segurança em espaços públicos durante a noite. A detenção pela PJ traduz uma resposta criminal às suspeitas de uso de arma de fogo em confrontos relacionados com tráfico, mas o caso segue agora para o Ministério Público e para o processo judicial.
As autoridades não divulgaram, até ao momento, detalhes sobre a localização exata dos factos nem o estado de saúde das vítimas, apenas que não foram atingidas. A continuidade do processo dependerá dos actos de investigação do DIAP e da audição em juízo dos detidos.