Incógnita sobre reassentamento do TAC móvel preocupa acessibilidade aos exames
O futuro de um equipamento de TAC que a administração anterior da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAA) planeou transferir para o Centro de Saúde de Ponte de Sor foi ontem objecto de uma pergunta dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, pelos deputados do Partido Socialista. A iniciativa surge na sequência da colocação recente de um equipamento móvel de tomografia no hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, e da estratégia anunciada para otimizar recursos no distrito.
De acordo com os deputados socialistas, a ULSAA havia promovido a aquisição de um novo aparelho, com candidatura enquadrada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, prevendo-se que o equipamento em funcionamento no hospital, apesar de já não reunir as condições ideais para o elevado volume de exames hospitalares, fosse reassentado e passasse a servir o Centro de Saúde de Ponte de Sor. Esta solução tinha por objectivo prolongar a vida útil do aparelho e aproximar exames diagnósticos da população, reduzindo deslocações.
“Não havendo nota pública quanto à manutenção desta decisão, importa esclarecer se o planeamento inicialmente definido será efetivamente concretizado.”
A pergunta dirigida ao gabinete ministerial solicita precisamente essa confirmação: se a decisão de reafetar o TAC ao Centro de Saúde de Ponte de Sor se mantém e qual o calendário previsto para a instalação e entrada em funcionamento do equipamento.
- Impacto direto na população: redução de deslocações para exames complementares de diagnóstico.
- Uso eficiente de recursos: prolongar a vida útil de equipamento existente.
- Exigência de transparência: ausência de informação pública sobre o destino final motivou a interrogação parlamentar.
Para os utentes de Ponte de Sor, a reafetação do equipamento representaria uma melhoria concreta na acessibilidade aos serviços de diagnóstico, sobretudo para doentes com mobilidade reduzida ou sem meios de transporte fácil. A inexistência de uma nota pública sobre a continuidade da estratégia inicial levou os deputados do PS a procurar uma resposta formal do Governo, que poderá clarificar prazos e responsabilidades na execução do plano definido pela administração anterior da ULSAA.
Segue-se uma síntese factual da situação, organizada de forma a facilitar a compreensão do que está em causa para a comunidade local.
| Item | Descrição |
|---|---|
| Equipamento | TAC móvel em funcionamento no hospital Dr. José Maria Grande |
| Local inicial | Hospital Dr. José Maria Grande, Portalegre |
| Destino previsto | Centro de Saúde de Ponte de Sor (reafetação planeada pela administração anterior da ULSAA) |
| Entidade interveniente | ULS do Alto Alentejo; Ministério da Saúde (ministra Ana Paula Martins) |
Os moradores e utentes aguardam agora a resposta do Governo para saber se o equipamento será de facto transferido e quando poderá começar a operar em Ponte de Sor. A confirmação oficial deverá também indicar quem será responsável pela instalação e manutenção, bem como eventuais alterações ao plano financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.