Dois socorros em 24 horas preocupam serviços municipais
Dois incidentes separados em contentores subterrâneos de resíduos foram registados esta quinta-feira no Porto, obrigando à intervenção dos Sapadores do Porto e de meios voluntários. As ocorrências, uma na rua Júlio Dinis e outra na praça da Batalha, voltaram a colocar em evidência um padrão que as autoridades municipais observam com atenção.
O primeiro alerta desta sequência foi dado às 18h18, quando um homem com pouco mais de 70 anos saiu de casa para recolher o lixo e perdeu as chaves. Ao tentar procurar os objectos no interior do contentor subterrâneo, acabou por cair para dentro do equipamento de recolha de resíduos.
Elementos do Regimento de Sapadores e voluntários municipais participaram no resgate. O homem foi retirado do contentor com um corte na mão e transportado, por precaução, para o Hospital de Santo António. No local estiveram também agentes da PSP e técnicos da empresa municipal Porto Ambiente.
Já de manhã, os Sapadores tinham sido acionados para outro caso semelhante: um homem, alegadamente embriagado, caiu num contentor subterrâneo na praça da Batalha e foi igualmente resgatado.
- 18h18 — queda na rua Júlio Dinis; homem com pouco mais de 70 anos, corte na mão, encaminhado para o hospital.
- Manhã — queda na praça da Batalha; vítima alegadamente embriagada, resgatada pelos Sapadores.
- Serviços presentes: Sapadores do Porto, elementos voluntários, PSP, Porto Ambiente.
O município tem vindo a acompanhar estes incidentes junto de vários serviços. Em comum entre as ocorrências recentes está a recolha informal de embalagens por parte de munícipes, um fenómeno que se tem intensificado desde a implementação do sistema Volta, que prevê a retribuição de 10 cêntimos por cada embalagem recolhida.
| Incidente | Local | Hora | Consequência |
|---|---|---|---|
| Queda em contentor | Rua Júlio Dinis | 18h18 | Homem (70+), corte na mão, hospitalizado por precaução |
| Queda em contentor | Praça da Batalha | Manhã | Homem alegadamente embriagado, resgatado |
Para os habitantes do Porto, estes episódios traduzem dois tipos de preocupação: a segurança imediata dos equipamentos de recolha subterrânea e os riscos associados às tentativas de recuperar material para obtenção de retorno financeiro. A pesquisa de embalagens nos contentores pode expor pessoas a quedas, cortes e aprisionamentos, além de complicar a operação normal dos serviços de limpeza e recolha.
As autoridades locais apelam, nas intervenções públicas e operacionais, à colaboração cidadã: evitar a circulação no interior dos equipamentos de recolha e reportar situações de perigo às entidades competentes. A existência de chaves perdidas, estado de saúde fragilizado ou consumo de álcool são fatores que aumentam o risco destas quedas.
O município e a empresa Porto Ambiente acompanham a evolução deste fenómeno e mantêm contacto com os serviços de emergência para avaliar medidas de prevenção, informação pública e eventuais ajustamentos operacionais que reduzam a repetição de situações semelhantes.