O PPM Madeira reagiu com preocupação à notícia sobre a intenção da Câmara Municipal do Funchal de instalar um terminal de autocarros no leito da Ribeira de João Gomes. Em comunicado divulgado esta manhã, o partido sublinha que a escolha da área suscita dúvidas quanto à segurança e à coerência com medidas passadas de prevenção de cheias.
O comunicado recorda que, ao longo dos anos, foram removidas habitações nas imediações de ribeiras no concelho por motivos ligados à segurança pública e à mitigação de riscos de inundações. Para o PPM, a proposta de colocar uma infraestrutura de transporte num espaço com historial de sensibilidade hidrológica parece contraditória face a essas intervenções anteriores.
Alternativa proposta
Paulo Brito, coordenador regional do PPM, defendeu que a localização do terminal deveria ser repensada. Como solução, sugeriu a instalação junto à zona da Rodoeste e a transferência das oficinas para um parque industrial, deslocando assim as operações para áreas consideradas menos expostas.
- Preocupação com a segurança e prevenção de cheias;
- Memória de remoções de habitações próximas de ribeiras;
- Proposta de localização alternativa junto à Rodoeste e deslocalização de oficinas.
O debate sobre a ocupação do leito de ribeiras envolve não só opções de ordenamento, mas também responsabilidades no domínio da proteção civil e da infraestrutura viária. A proposta do PPM coloca em evidência a necessidade de avaliação técnica detalhada antes de qualquer decisão que altere a utilização destes espaços.
Para os moradores das zonas afetadas, a questão é prática: qualquer obra no leito pode ter consequências para a resistência a episódios de chuva intensa e para a gestão das águas pluviais. A deslocação de serviços para áreas industriais, como propõe o partido, visa reduzir potenciais riscos e concentrar operações em locais com menor exposição a cheias.
| Entidade | Posição |
|---|---|
| PPM Madeira | Manifestou preocupação e questionou a escolha do local |
| Paulo Brito | Propõe instalação junto à Rodoeste e deslocalização de oficinas |
Até ao momento, não há no comunicado divulgado pelo PPM informação sobre respostas da Câmara Municipal do Funchal ou de estudos técnicos públicos que suportem a localização do terminal no leito da ribeira. A proposta do partido acrescenta pressão política para que sejam tornados públicos relatórios de risco e soluções alternativas antes da aprovação de qualquer projeto.
O tema mantém-se relevante para a cidade: envolve planeamento urbano, segurança das populações e eficiência do transporte público. A clarificação técnica e administrativa, assim como a participação das comunidades locais, serão determinantes nas próximas fases do processo.