A liderança do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) lançou um apelo público ao Governo pela implementação de um modelo de financiamento mais estável e previsível para o ensino superior. Em declarações transmitidas hoje, a presidente do IPC, Cândida Malça, insistiu que sem um quadro financeiro fiável as instituições ficam impossibilitadas de planear a médio e longo prazo e de assegurar investimentos essenciais.
Pedido dirigido ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação
O apelo foi dirigido ao titular da pasta da Educação, Ciência e Inovação, que é apontado como interlocutor chave para a revisão do regime de financiamento. A posição da presidência do IPC centra-se na necessidade de garantir que as instituições de ensino superior possam cumprir “plenamente a sua missão”, sem ser obrigadas a adaptar-se a mudanças orçamentais imprevisíveis.
“As instituições de ensino superior precisam de estabilidade, de previsibilidade e de um quadro de financiamento que lhes permita planear, investir e cumprir plenamente a sua missão. Não podemos continuar...”
O apelo reflete preocupações recorrentes nas instituições de ensino politécnico e universitário, que enfrentam desafios como a manutenção de infraestruturas, a renovação de equipamentos e a sustentabilidade de programas académicos face a oscilações no financiamento.
- Estabilidade orçamental: necessária para planeamento a médio e longo prazo;
- Previsibilidade: fundamental para investimento em equipamento e oferta formativa;
- Missão institucional: risco de comprometer ensino, investigação aplicada e serviços à comunidade.
Para os habitantes e agentes económicos de Coimbra, a carência de um financiamento estável pode traduzir-se em menor capacidade das instituições para formar técnicos e investigadores, reduzir respostas a necessidades locais e limitar projetos de cooperação com empresas e entidades públicas.
| Interveniente | Instituição | Pedido |
|---|---|---|
| Cândida Malça | Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) | Modelo de financiamento mais estável e previsível |
O apelo do IPC surge num contexto em que várias instituições procuram renovar a sua capacidade de resposta ao mercado de trabalho e às comunidades locais. A concretização de um quadro de financiamento reforçado e previsível será determinante para garantir que a oferta formativa e os serviços de investigação se mantenham alinhados com as necessidades do distrito de Coimbra e da região Centro.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes por parte do Ministério sobre possíveis alterações ao modelo de financiamento ou cronogramas para diálogo institucional. A posição do IPC poderá, contudo, contribuir para o reforço do debate público sobre prioridades orçamentais para o ensino superior.