Exigência de resposta permanente à segurança no mar
O Grupo Parlamentar do PS defendeu esta semana que a segurança nas zonas costeiras da Região Autónoma da Madeira deve ser tratada como uma prioridade permanente, não ficando dependente de ciclos sazonais. A posição foi assumida após uma visita às instalações do SANAS Madeira, junto da pista do Aeroporto, onde os deputados acompanharam a atividade operacional da Associação de Socorro no Mar.
Durante a ação, os parlamentares observaram procedimentos de receção e resposta a um pedido de ajuda, o que reforçou a perceção de que a capacidade de socorro exige manutenção e desenvolvimento contínuos. Os dados publicados pelo Observatório do Afogamento — que registaram 4 mortes por afogamento no primeiro trimestre de 2026, colocando a Madeira como a segunda região com mais ocorrências nesse período — foram invocados para justificar a necessidade de medidas permanentes de prevenção e vigilância.
A deputada Marta Freitas destacou o papel do SANAS no conjunto de respostas ao perigo no litoral: da busca e salvamento marítimo ao socorro a náufragos, passando pelo salvamento subaquático e pelo apoio à segurança das zonas costeiras. A parlamentar sublinhou igualmente que o reforço quantitativo e qualitativo dos recursos humanos da associação é fundamental, apontando para a importância da formação contínua e para políticas que tornem a carreira mais atrativa.
- Monitorização constante: o PS defende vigilância ao longo de todo o ano, adaptada às características de cada zona costeira.
- Formação e retenção: aposta em formação especializada e em condições que incentivem a permanência dos técnicos de socorro.
- Prevenção baseada em dados: aprofundar a análise das circunstâncias que conduzem a cada ocorrência.
Os socialistas apontaram o Município do Porto Moniz como um exemplo local de aposta continuada na segurança costeira, frisando a necessidade de replicar boas práticas e adaptar recursos conforme as exigências específicas de cada concelho. A iniciativa salienta ainda a crescente procura do litoral madeirense por residentes e visitantes fora da época alta, o que altera a dinâmica de risco e de atendimento.
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Óbitos por afogamento (1.º trimestre de 2026) | 4 |
| Posição da Madeira nas estatísticas regionais | 2.º |
Para os habitantes e para quem visita a costa madeirense, a proposta traduz-se em medidas práticas a aguardar nos próximos meses: maior presença e coordenação de equipas de vigilância, programas de formação destinada a operacionais de socorro e, potencialmente, reforço de meios materiais. A leitura política do apelo do PS passa igualmente pela necessidade de integrar estes investimentos nas políticas regionais de segurança e proteção civil.
O debate público seguirá com atenção às análises aprofundadas das ocorrências divulgadas pelo Observatório do Afogamento e às respostas que o Governo Regional decidir implementar em articulação com associações como o SANAS e os municípios costeiros.