Preocupação por condições de acolhimento e demora no início das obras
O PSD de Seixal manifestou publicamente a sua inquietação face às condições existentes na Escola Básica Conde de Portalegre, afirmando que a situação afeta diariamente alunos, famílias, docentes e assistentes operacionais. O partido reconhece a necessidade das intervenções de requalificação previstas para o estabelecimento de ensino, mas questiona o planeamento e a calendarização das obras por parte da autarquia.
Em comunicado, os sociais-democratas admitem que a instalação de monoblocos possa ser uma solução temporária para garantir a continuidade das aulas. Contudo, sublinham que essa medida não pode transformar-se numa justificativa para a ausência de condições básicas de acolhimento e segurança das crianças.
"inaceitável"
Segundo o PSD, os alertas sobre os problemas na escola têm vindo a ser feitos desde fevereiro pelo vereador da AD Seixal, Bruno Vasconcelos, através de intervenções em reuniões do executivo municipal e pedidos de esclarecimento. Através desses contactos, a Câmara teria inicialmente informado que as obras arrancariam assim que as condições climatéricas o permitissem. Cerca de cinco meses depois, refere o partido, a intervenção ainda não começou.
Na sequência dessa demora, o executivo municipal terá alterado a justificação para o início da empreitada, agora apontando para o período das férias escolares de verão. Essa mudança de posição levanta dúvidas no PSD sobre o planeamento e o acompanhamento do processo por parte da autarquia, nomeadamente quanto à previsibilidade das soluções provisórias apresentadas à comunidade educativa.
- Falta de estruturas de proteção contra chuva e sol nas zonas de circulação e recreio;
- Exposição diária das crianças a condições meteorológicas adversas;
- Crítica à atribuição de responsabilidades à direção da escola e às famílias pela autarquia.
O partido critica ainda declarações proferidas na última reunião do executivo, nas quais, segundo o PSD, a Câmara terá responsabilizado a direção da escola e as famílias por não terem identificado atempadamente a necessidade de medidas de proteção. Os sociais-democratas consideram essa posição "inaceitável" e defendem que cabe ao município garantir que qualquer solução provisória responda, de facto, às necessidades da comunidade educativa.
Para os encarregados de educação e profissionais da escola, as principais preocupações prendem-se com o conforto e a segurança das crianças durante o tempo de permanência nas zonas exteriores e de circulação, sobretudo em dias de chuva ou calor intenso. A insuficiência de equipamentos de proteção pode comprometer o bem-estar diário e o normal funcionamento das atividades letivas e recreativas.
A matéria apresenta implicações práticas imediatas: se as obras não arrancarem conforme prometido, será necessário que a autarquia explique claramente o cronograma, as medidas temporárias a implementar e os critérios de segurança a observar nos monoblocos e nas áreas de recreio. Os pais e funcionários aguardam uma resposta oficial com prazos concretos e garantias de que as condições das instalações não põem em causa a integridade dos alunos.
| Data / Período | Evento |
|---|---|
| Fevereiro | Alertas iniciais do vereador Bruno Vasconcelos sobre problemas na escola |
| Cerca de 5 meses depois | Obras ainda não iniciadas, segundo o PSD |
| Férias escolares de verão | Prazo apontado pela autarquia para arranque da empreitada |
O caso coloca a Câmara Municipal perante a necessidade de clarificação pública e de medidas concretas. A comunidade escolar exige não apenas promessas de intervenção, mas calendários precisos, garantias de segurança nas soluções temporárias e a instalação de equipamentos mínimos de proteção contra chuva e sol enquanto decorrem as obras de requalificação.
Sem uma resposta célere e transparente do executivo, a tensão poderá aumentar entre pais, profissionais da escola e forças políticas locais, com impacto direto na perceção da gestão municipal sobre temas sensíveis da rede escolar.